quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

PRIMEIRA MEDITAÇÃO





(Foto: Tara, Estupa de Soyambhu, Katmandhu, Nepal. Foto de R. Samuel)






PRIMEIRA MEDITAÇÃO


Pelo Geshe Lama Sherab Gyaltsen Amipa Rinpoche



As práticas preliminares incluem:
1) o precioso corpo humano;
2) a impermanência e
3) o carma e seus frutos.
A fim de conseguir progresso no desenvolvimento espiritual, é essencial se familiarizar com essas práticas. Mesmo se nós quisermos ser úteis aos demais necessitamos dominar esses métodos, assim como um bom professor necessita de completo treinamento.
O PRECIOSO CORPO HUMANO
Devemos compreender a importância de nosso precioso corpo humano com o qual podemos realizar importantes ações proveitosas. Muitas pessoas vivem suas vidas com o objetivo das realizações mundanas, desperdiçando energias e tempo preciosos. Isso é um tipo de existência muito sem sentido. Se o corpo e a mente forem usados para a prática do Dharma não haverá fronteiras para nossa habilidade. Temos a chance de ultrapassar a nós mesmos e a todas as dificuldades, de adquirir a excelência da virtude e de obter o supremo estado de Buddha, diante do que fama, poder, qualquer glória mundana valem tanto quanto quase nada.
Se formos capazes de seguir o apropriado caminho espiritual (em virtude do qual nascemos como seres humanos) será de grande importância descobrir o tesouro que desconhecemos dentro de nós mesmos e então pô-lo em prática. Por isso se medita no precioso corpo humano. Quem compreender isto com clareza e insistir em buscar somente os prazeres mundanos irá certamente cair na mais profunda tristeza e decepção, como a doença, a velhice e a morte infalível.
IMPERMANÊNCIA
Não devemos adiar a prática espiritual porque a morte é certa e não sabemos quando ocorrerá. Pode acontecer de repente. Com isto em mente nós não desperdiçamos nosso precioso tempo, e acordamos para a necessidade de praticar o Dharma. A contemplação do momento da morte é a cura da indolência. Quando compreendemos a morte mudamos a direção da nossa mente para o Dharma, e não apenas durante esta tão curta existência, mas continuamente até que a realização completa.
CARMA
Nós receberemos os frutos das realizações desta somente na próxima. Isto é comparável a uma árvore que cresce cada vez mais alto, ano a ano, até eventualmente dar frutificar. Portanto devemos tomar o solene compromisso de conseguir um próximo renascimento humano. Se cairmos nos reinos inferiores será muito difícil retomar outra vez um renascimento humano.
Para evitar os reinos inferiores temos que plantar agora as sementes do renascimento humano que é a prática espiritual. Devemos ficar sempre alertas à nossa promessa para evitar a decepção e a ilusão - de outra forma não poderemos praticar o Dharma. Para escapar da ilusão temos de observar com clareza os três preciosos significados do corpo, palavra e mente.
Devemos praticar as dez virtudes*. Os maus hábitos são por natureza sofrimento. Se nós meditarmos nestes temas vamos conseguir segurança e conhecimento através da intuição.
*As dez ações não-virtuosas são: (3 do corpo) matar, roubar e conduta sexual errônea;
(4 da palavra) mentir, difamar, palavra áspera, tagarelice;
(3 da mente) inveja, raiva e visão errada.
As dez ações virtuosas constituem o evitá-las.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL


DESEJAMOS A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO, COM MUITA SAÚDE, ALEGRIA E REALIZAÇÕES ESPIRITUAIS.

domingo, 20 de dezembro de 2009

LOSAR


Estamos programando um grande evento no ANO NOVO TIBETANO, ou LOSAR, que será no dia 14 de fevereiro próximo, com muita comida, flores, frutas, refrigerantes etc. e com o PUJA DOS STHAVIRAS.

O dia 14 será um domingo.

Você está desde logo convidada/o. Se tiver interesse, por favor mande um email para rogelsamuel@hotmail.com para maiores detalhes.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

NATAL


DESEJAMOS A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO, COM MUITA SAÚDE, ALEGRIA E REALIZAÇÕES ESPIRITUAIS.

ATENÇÃO: A PARTIR DE AGORA NÃO MAIS ANUNCIAREMOS NOSSAS PRÁTICAS NO RIO DE JANEIRO. HAVERÁ UMA OU DUAS VEZES POR MÊS PUJAS NO RIO PARA OS MEMBROS DE NOSSO CENTRO QUE COSTUMAM ASSISTIR. SE VOCÊ QUISER PARTICIPAR, MANDE-NOS UM EMAIL.

HISTÓRIA DO NOSSO CENTRO

Em dezembro de 1992 fomos ao Nepal. Lá encontramos, por acaso, Sakya Trizin no início do DUNTAB KUNTUB, ou COLEÇÃO DE TODAS AS SADHANAS, que se prolongou até final de fevereiro de 93 (para nós, pois as demais iniciações eram somente para monges).Imediatamente ao ver Sua Santidade, vimos que ali estava o nosso Sagrado Guru. Em 1995, em Friday Harbour, USA, recebemos o nosso primeiro LANDRE. Foi quando perguntamos a SUA SANTIDADE se ele recomendava que tentássemos abrir um centro Sakya no Brasil. - Ótimo, respondeu ele, pois nós não temos nada em toda a América do Sul.

Em 1997, no final do Landré de Vajradhara Gompa, Sua Santidade nos concedeu o título de SAKYA KUN KHIAB CHO LING (lugar do dharma que tudo permeia).

Ao voltarmos para o Brasil, no mesmo ano de 97, recebemos a visita de S. E. JETSUN KUSHO no Rio de Janeiro. Ele concedeu Chenrezig, Tara Branca, e as 21 Taras, além de uma Palestra Pública: "O papel da mulher na espiritualidade" (que se encontra neste blog).

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL










DESEJAMOS A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO, COM MUITA SAÚDE, ALEGRIA E REALIZAÇÕES ESPIRITUAIS.

ATENÇÃO: A PARTIR DE AGORA NÃO MAIS ANUNCIAREMOS NOSSAS PRÁTICAS NO RIO DE JANEIRO. HAVERÁ UMA OU DUAS VEZES POR MÊS PUJAS NO RIO PARA OS MEMBROS DE NOSSO CENTRO QUE COSTUMAM ASSISTIR. SE VOCÊ QUISER PARTICIPAR, MANDE-NOS UM EMAIL.

domingo, 13 de dezembro de 2009

RECENTE FOTO DE SUA SANTIDADE












RECENTES FOTOS DO JUBILEU DE OURO DE S. S. SAKYA TRIZIN:

click aqui.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O PAPEL DA MULHER NA ESPIRITUALIDADE











Foto: JETSUMMA NA URCA, RIO DE JANEIRO, 1997




O PAPEL DA MULHER NA ESPIRITUALIDADE

S. E. JETSUN KUSHO

Em primeiro lugar quero lembrar que, de acordo com os princípios budistas, não se faz muita distinção entre as condições masculina e feminina. Mas quero começar referindo-me a uma deidade feminina chamada TARA. De acordo com o aspecto relativo havia, há muito tempo, uma princesa, filha do Rei Yeshe Dawa. Ela recebeu Ensinamentos do Buddha de sua época e se tornou Iluminada. Desde então ela fez um voto ao seu Guru-Buddha, de que enquanto houvesse seres a serem socorridos ela permaneceria neste reino. Isto nos faz pensar no papel da mulher na vida espiritual. Na linhagem Sakya muitas mulheres atingiram as mais altas realizações espirituais. E no que se refere a este tema devo dizer que todas as mulheres podem atingir todos os níveis da espiritualidades igualmente como os homens.
Para seguir um caminho espiritual que seja simples e melhor existe um pré-requisito que é apropriado para todos. Devemos tornar a nossa mente mais humilde e de certo modo "domar" a mente. Isto é, dependendo do aspecto mental de cada um, desenvolver o amor e a compaixão.
Dentro no Budismo Tibetano existem várias técnicas de treinamento da mente. Uma delas é a de se separar dos quatros [apegos]. Dentro da linhagem Sakya existe a técnica de estabelecer os quatro estágios para o desenvolvimento espiritual. Na escola Kagiupa e Gelugpa existe o método dos sete pontos de treinamento da mente. Um praticante sério deve seguir este elenco de treinamento, ou pelo menos deve tentar amar a todos os seres como a seus próprios filhos. Por exemplo, se o praticante é uma mulher, e se é uma dona de casa, ela tem um papel muito importante – o de manter a família unida. Dessa maneira as mulheres têm um papel muito importante.
Você deve sempre se lembrar do papel que você desempenha na sociedade e deve trabalhar sempre para se lembrar disto constantemente.
É um fato conhecido que para manter a família unida a mulher desempenha um papel insubstituível e básico. Qunia geral, pois tudo começa ali dentro, se há harmonia interna, mental, isto vai criar as bases da paz no mundo.
Bem, eu falei várias coisas aqui e vocês só escutaram. Agora eu peço que vocês façam uma reflexão sobre tudo isso que eu disse. Saibam que, de um modo geral, não gosto de fazer palestras públicas, pois acho que não as faço bem, não sou muito de falar em público.
Mas quero acrescentar que no início desta palestra fiz uma prece fervorosa para que tudo que eu falasse fosse de benefício para todos vocês.

Pergunta: O que são as Dakinis?
S. E. Jetsun
Kusho: Eu não sei muito sobre Dakinis, mas posso falar sobre uma mestra do budismo que é considerada uma Dakini. O nome dela é Thinley Wangmo. Ela é uma ioguine muito realizada no Vajrayana, e ela é considerada a própria Vajrayogine. Quando era jovem foi para o Leste do Tibet para aprender o Dharma com muitos mestres. Depois, ela foi para o Khan, no Oeste, para o grande Mestre chamado Khientse Wangpo. E o mestre Wangpo pensou: "como sou um mestre ordenado, não fica bem ir até o caminho para recebê-la. É melhor que eu mande alguém e que eu fique aqui, esperando". Quando Thinley Wangmo entrou, o mestre a viu entrando conduzida por dois protetores do Dharma, um de cada lado de seus braços. Ela era muito especial. E o mestre então naquele momento compreendeu que ela não era uma pessoa comum, que ela era um Bodhissátua e uma grande devoção surgiu.
Pergunta: A senhora tem a capacidade de fazer cura?
S. E. Jetsun
Kusho: No sentido estrito de cura, tal como você perguntou, eu não faço. Mas no treinamento da mente que tive, há práticas de buddhas ligados a esses aspectos, à longevidade, à saúde e assim por diante, como o Buddha da Medicina.
Pergunta: Qual sua impressão sobre o Rio de Janeiro?
S. E. Jetsun
Kusho: Fiquei muito bem impressionada pelo lugar, pelas pessoas interessadas no Dharma e também (e isso é muito importante) para a sobrevivência do Dharma no Brasil. Estou feliz por isso. O Dharma depende do trabalho interno de cada um. A harmonia e o modo de como o Dharma vai-se desenvolver depende de como cada um se desenvolve. A isso devemos estar atentos. Em alguns lugares o Dharma chegou e não permaneceu. Sua permanência depende de cada um, da harmonia e do esforço de cada um.
Pergunta: Como evitar que os filhos sejam problemáticos?
S. E. Jetsun
Kusho: Existe um aspecto muito importante que toda mãe deve lembrar-se quando cuida de sua família: Eu mesma sou mãe de quatro filhos, moro no Canadá, e tenho uma profunda experiência de ser mãe. Por sorte não tenho nada ruim com meus filhos. Mas já vi muitas famílias passando por momentos muito difíceis. Há algo que observei, e disso eu quero falar agora, que se refere às amizades de nossos filhos. Se as crianças passam muito tempo na escola com seus amigos esses amigos exercem uma influência muito grande. Isso é o que se passa nos Estados Unidos e no Canadá, e talvez se dê também por aqui. Faz muita diferença o fato de a mãe ficar sempre atenta a que tipo de amigos os filhos têm, com quem estão andando e como se relacionam. Faz muita diferença. Se eles andam com bons amigos isso vai bem e a influência será bem positiva. Se os amigos não são bons vai haver problema grave. Isso se reflete na família como um todo. É muito urgente estar atento às amizades em todos os sentidos.
Pergunta: Que fazer quando o relacionamento homem-mulher vai mal?
S. E. Jetsun
Kusho: Há algo de que devemos lembrar é que, de acordo com os Ensinamentos budistas, o relacionamento depende do carma. Se essa pessoa não gosta de você, por mais que você tente, você não vai conseguir. Além disso, se nós gostamos de alguém e essa pessoa não gosta da gente, isso é uma coisa como se fosse um apego, algo voraz. Mas quando algo assim acontece você deve fazer tudo o que for possível para realizar as suas aspirações, e se nada der certo deve-se conscientizar de que não é assim e que deve haver outras possibilidades. Você também pode fazer preces ao Buddha, ao Dharma e à Sangha pedindo suas bênçãos para que consiga suas aspirações comuns.
Pergunta: Geralmente se associa o aspecto feminino à sabedoria. Será que Jetsuma poderá explicar melhor esta questão?
S. E. Jetsun
Kusho: A mulher como aspecto feminino da sabedoria é ensinado no Tantra e um outro nome para Tantra é "guia", ou "sana" em tibetano, que significa "secreto", são os ensinamentos secretos. Entra no cômputo dos ensinamentos secretos do Buddha. Significa que não são ensinamentos comuns, para serem falados em público. Eu não posso saber se aqui há pessoas que já receberam ensinamentos tântricos. Quando me referi ao aspecto feminino da sabedoria não pensava em entrar nessa questão mais profundamente. Pode ser ensinada, mas só em condições apropriadas.
Pergunta: Como praticar no Rio de Janeiro, se aqui não temos nenhum lama por perto? Nós já tivemos um Gueshe, mas ele se foi...
S. E. Jetsun
Kusho: Em primeiro lugar cada um de vocês deve trabalhar arduamente para compreender o significado de refúgio no Buddha, no Dharma e na Sangha. Em segundo lugar deve fazer um esforço para aprender o Dharma de um professor, de qualquer professor. Em terceiro lugar, aqui no Rio de Janeiro existem pessoas ligadas a grupos de Dharma, existem praticantes que estão fazendo suas práticas diárias e você deve conectar-se com essas pessoas para aprender e é sempre bom que essas pessoas estejam abertas para ensinar o que sabem, para ajudar. É uma coisa natural da vida, em qualquer aspecto da vida, inclusive na prática do Dharma, que há bons e maus momentos. Quando vêm os tempos ruins nós devemos aprender com isso, tirar proveito disso, com o Dharma a gente aprende a paciência. Se a paciência pode ser treinada quando tudo vai mal, então algo de muito positivo vai surgir, vai surgir a harmonia, não vai haver a desintegração, o conflito, a divisão. Se vocês agirem assim o Dharma vai florescer naturalmente, ele não vai morrer. Mas existe algo mais a acrescentar. Existe uma palavra tibetana que significa "se dar", ou dar-se bem com todos, uns com os outros. Devemos fazer um esforço para evitar dois perigos: a inveja e o orgulho. Estes podem ter um efeito devastador, desagregador. Evitando a inveja e o orgulho, estando atento aos dois, nasce uma energia boa, a harmonia.
Pergunta: Hoje a mulher tem de trabalhar para ajudar no sustento da casa. Qual o papel do homem na estrutura dessa nova família?
S. E. Jetsun
Kusho: Eu não sei. Mas sou mulher e mãe, e trabalhei duro para criar quatro filhos. Só posso dar o testemunho de minha experiência pessoal. Sei que trabalhei muito, acordava muito cedo para ter tempo de fazer minhas práticas diárias de meditação. Aí começavam os trabalhos de casa. Depois eu saía, costumava sair às sete horas da manhã para trabalhar. Eu trabalhava oito horas por dia. O marido também trabalhava. Um trabalhava de dia, outro trabalhava de noite. Quando eu trabalhava de dia, os trabalhos de casa eram feitos por meu marido. Quando voltava para casa, no fim da tarde, continuava a fazer os trabalhos de casa, o jantar etc. Nós dois, eu e meu marido, sempre trabalhamos juntos, sempre compartilhamos o trabalho, nunca houve uma demarcação nítida de qual era o trabalho de um e de outro. Fazíamos o que tinha de ser feito no momento. Como somos pessoas comuns, havia sempre os pequenos problemas. No meu caso, quando algo não me agrada, tento ter paciência. Meu marido também tenta ser paciente. A paciência é algo que funciona. A paciência é básica tanto para a vida espiritual quanto para a vida cotidiana. Além disso, o casal tem de ter confiança um no outro, mutuamente. Espero que essas palavras sejam de algum benefício para vocês.
Pergunta: Como praticar o que você ensinou aqui?
S. E. Jetsun
Kusho: Você é estudante de Budismo? (...)Neste caso, como expliquei antes, focalize sua meditação no aspecto do Refúgio e depois se concentre na prática de evitar as dez ações não virtuosas. Concentre-se nisso, trabalhe com isso. É claro que você tem de desenvolver o aspecto da paciência também porque purificar o carma com a prática das dez ações virtuosas não é tão fácil assim. A paciência é o primeiro passo dessa prática. Você deve prosseguir e se aprofundar nesse caminho de praticar esses dez pontos e assim se liberar do carma negativo.


Agora pretendo terminar e vamos recitar algumas preces de dedicação.
"Por esse mérito, que todos os seres obtenham a Onisciência. Que todas as atividades mundanas causadas pelos três venenos do apego, do ódio e da ignorância – como lutas e desrespeitos – sejam anuladas. E que possam todos os seres sencientes ser liberados do universal oceano de calamidades provocadas pelas tempestuosas ondas do nascimento, doença, envelhecimento e morte!"

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

His Holiness the 41st Sakya Trizin


His Holiness the 41st Sakya Trizin, the supreme head
of the Sakya School of Tibetan Buddhism, was born
in Tibet in 1945 and belongs to the ancient and distinguished
Khön family. He is recognized as a manifestation
of Manjusri.
He received his first major empowerment in 1948 at
the age of three and the exoteric Lamdre teaching in
1950 from his root guru, the great abbot Vajradhara
Ngawang Lodroe Shenpen Nyingpo. He undertook his
first retreat in 1953 and gave his first initiation in the
same year. In 1955, he travelled to Lhasa to meet His
Holiness the Dalaï Lama and receive teachings and, a
year later, made a pilgrimage to India. The enthronement
ceremony of His Holiness took place in
Biography of
His Holiness Sakya Trizin 1959, the year he and his entire entourage left Tibet
for India. In 1964 the re-establishment of the Sakya
Monastery was celebrated in Rajpur. The Sakya College
was established in 1972, followed by other monasteries
and institutions. In 1974, His Holiness left India to travel
abroad for the first time.
His Holiness has received numerous precious and
profound teachings, empowerments, blessings, oral
transmissions and pith instructions from many great
gurus and always feels indebted to his masters.
His Holiness is himself a great lama, a supreme guide and
a source of wisdom and empowerment for many thousands
of followers. His education amply prepared him for
this role. As a result, he has reached a superior level of
practice and has the ability to explain, with consummate
skill, the subtle and profound teachings in language which
is easily understood by students of different levels. He
embodies the authentic teachings of the Lord Buddha and
his instructions are like a beacon, guiding beings out of
the darkness of samsara.
Having received initiations from the four major schools of
Tibetan Buddhism, His Holiness is able to give
empowerments in all traditions. In this way, he enriches
all the schools and takes his place as a great nonsectarian
lama.
His Holiness transmits these teachings and
empowerments for the benefit of all beings. The major
cycles bestowed by His Holiness are the precious Lamdre,
the Collection of Tantras (Gyüde Kündü) and the
Collection of Sadhanas (Drubtab Kündü). The precious
Lamdre is the most sacred teaching in the Sakya tradition.
It is unique in giving pith instructions on the complete
path from the beginning to the state of
Buddhahood.
Propagating the Buddha Dharma throughout the world,
His Holiness upholds the Buddhist doctrine in its entirety
and is a constant source of wisdom and compassion
for all beings.

http://assoc.pagespro-orange.fr/sakyatsechenling/

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

NATAL NO CENTRO SAKYA






NATAL NO CENTRO SAKYA

Dia 10 de dezembro, quinta-feira próxima, reunião de SAKYA KUN KHIAB CHO LING no Largo do Machado, Galeria Condor, sala 406, de 14 às 16 horas, Rio de Janeiro. Seja bem-vindo!

Faremos o PUJA DOS STHAVIRAS, em tibetano, pelas longas vidas de SUA SANTIDADE SAKYA TRIZIN e JETSUN KUCHO.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O venerável sagrado Guru













OM VAJRA BHUMI AH HUM.A completamente pura base de ouro é extremamente poderosa e larga.
OM VAJRA REKHE AH HUM.No centro é HUM cercado por uma cerca férrea. Aqui é a rainha das montanhas, Monte Sumeru, o continente oriental, Purvavideha, o Jambudvipa continente sulista, o Aparagodaniya continente ocidental, o Uttarakuru continente do norte, o sol e a lua. Este oferecimento mais perfeito da riqueza de deuses e homens eu ofereço à raiz sublime e gloriosa de gurus de linhagem, para a assembléia de yidam de deidades de mandala, para os buddhas e bodhisattvas, para os protetores que guardam o santo dharma, e para os deuses poderosos de riqueza. Por favor, aceitem por compaixão por causa de seres. Tendo aceito isto, por favor, concedam suas bênçãos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

SAKYA MONLAM











HIS HOLINESS WILL PRESIDE OVER THE ANNUAL MONLAM PRAYER CELEBRATION: NOVEMBER 23-DECEMBER 2
The Annual Monlam Prayer Celebration will take place in Lumbini, Nepal, over a 2-week period, from November 23 to December 2. Over 4,000 are expected to attend this glorious celebration this year, including His Holiness Jigdal Dagchen Sakya Rinpoche and all of the Rinpoches, Khenpos, Lamas, and Nuns of the lineage, as well as thousands of lay students from around the world.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SUA SANTIDADE 41 SAKYA TRIZIN




50 anos de reinado Sakya.

domingo, 8 de novembro de 2009

PARTINDO DOS QUATRO DESEJOS: UM ENSINAMENTO BÁSICO




















PARTINDO DOS QUATRO DESEJOS: UM ENSINAMENTO BÁSICO

His Holiness Sakya Trizin

(Trad. R. Samuel)

Historia do ensinamento
Nós começamos com uma breve história deste ensinamento. Quando o grande iogue, Lama Sakyapa, Sachen Kunga Nyingpo, tinha doze anos, um de seus gurus, Bari Lotsawa, recomendou-lhe: "Como você é o filho de um grande mestre espiritual, é necessário estudar o Dharma, e estudar o Dharma requer a sabedoria. A melhor maneira de adquirir a sabedoria é praticar Manjushri."

Assim, Bari Lotsawa concedeu a Sachen Kunga Nyingpo a transmissão de Manjushri com todos os necessários "lungs." Então Sachen Kunga Nyingpo mergulhou num retiro de seis meses de Manjushri. No início houve alguns obstáculos, que foram purificados com a prática da deidade irada Achala. Ele continuou sua meditação e depois, na sua pura visão, viu Arya Manjushri no mudra de prediga, sentado num trono de jóias com dois atendentes. Ele recebeu imensa sabedoria naquele momento e Manjushri ofereceu este ensinamento de quatro linhas diretamente a Sachen Kunga Nyingpo:

Se você deseja os objetivos mundanos desta vida,
não é uma pessoa espiritualizada;
Se você deseja a existente mundana,
não tem o espírito de renúncia;
Se você deseja liberação para a salvação de si próprio,
não tem atitude de iluminação;
Se você se apega à visão da realidade última,
Você não tem a visão correta.


Estas quatro linhas de ensinamento inclui todo o caminho Mahayana. Depois de receber este ensinamento, Sachen Kunga Nyingpo obteve uma gigantesca quantidade de sabedoria. Ele não teve mais nenhuma necessidade de estudar tudo o que veio a ele. E se tornou um realmente grande iogue. Depois, em sua vida, ele ofereceu este ensinamento aos seus filhos, Sonam Tsemo e Dagpa Gyaltsen, e esses o passaram a Sakya Pandita, e assim por diante. Até hoje, sua transmissão nunca esteve quebrada. Traz então especial bênçãos. Jetsun Dagpa Gyaltsen, o filho de Sachen Kunga Nyingpo, escreveu um comentário desses versos, para estas quatro linhas, e hoje este texto serve como o texto de raiz de todos esses ensinamentos.
"Separando dos Quatro Desejos" é bem parecido aos ensinos preliminares de outras Tradições budistas. Por exemplo, os Nyingma e as tradições Kagyu usam um ensinamento "Virando a Mente" que também explica essas quatro linhas. Meditando nesta vida humana preciosa e na impermanência, você será liberado dos sofrimentos inerentes nesta vida. O sofrimento de samsara e a lei de karma impedirá que você se apegue ao círculo de existência. Amor, compaixão e Bodhicitta o levarão para longe de agarrar esta vida como real. Nós Sakyapas chamam isto "A Separação dos Quatro Desejos", e Kagyu e tradições de Nyingma chamam isto "Virando a Mente para longe do Apego." O nome é diferente, mas o ensino é o mesmo. De acordo com a tradição de Gelugpa, o ensino preliminar é dividido em "Os Caminhos das Três Pessoas." A primeira linha explica o caminho da pessoa "pequena", - uma pessoa que percebe que os mais baixos reinos de existência estão cheios de sofrimento e deseja nascer nos reinos mais altos, como devas ou humanos. O caminho da pessoa mediana é um que busca a auto-liberação. Esta pessoa é descrita no segundo verso - ela percebe que o inteiro reino da existência está cheio de sofrimento, e então naturalmente busca a auto-liberação. A terceira linha explica o caminho da grande pessoa. Esta pessoa percebe que todo ser sensível tem a mesma meta, e que em vez de trabalhar para a si mesmo, a pessoa deveria trabalhar pela causa de todos os seres sensíveis de atingir o esclarecimento último. Ainda que o teor seja diferente, o ensinamento Gelugpa é, não obstante, igual a estas quatro linhas que ensina o "Separar dos Quatro Desejos."

Refúgio

Todas as práticas budistas começam com tomar refúgio. Neste ensino, a pessoa toma o refúgio Mahayana.

Refúgio Mahayana tem algumas características especiais. Há quatro razões por que o refúgio Mahayana é um pouco diferente do refúgio geral - em termos do objeto, o tempo, a pessoa e o propósito.

O Objeto

Comum a todos os tipos de refúgio budista estão o Buda, Dharma, e Sangha. Porém, a
explicação desses três difere entre o Mahayana e o Budismo geral. No Mahayana,
o Buda é o que tem qualidades inimagináveis e que partiu de todas as faltas.
Ele é o que possui os três kayas, ou os três corpos: o Dharmakaya, o
Sambhogakaya, e o Nirmanakaya. Dharmakaya significa que a mente dele é completamente purificada, e se tornou a pessoa com a última verdade. Onde sujeito e o objeto se torna uno é "Dharmakaya." O Sambhogakaya vem de acumular quantidades enormes de mérito enquanto ainda no Caminho. Isso produz a forma mais alta de corpo físico que tem todas as qualidades e permanece no mais alto campo de Buda, conhecido como Akanishtha, e dá ensinos aos grandes Bodhisattvas. Para ajudar seres sensíveis ordinários, sempre que e onde quer que precisar, os Buddhas aparecem sob qualquer forma requerida. Estas formas são o Nirmanakaya, ou em outra palavra, emanações. O Shakyamuni Buda histórico está entre os Nirmanakayas. Ele é chamado "O Nirmanakaya Excelente" porque até mesmo os seres ordinários podem vê-lo como um Buda. Todos o Buddhas que aparecem no mundo são formas de Nirmanakaya. Nesta prática nós tomamos refúgio no Buda que possui os três kayas. Esta é a explicação particular de refúgio no Mahayana.

O Dharma, ou Ensino, é a grande experiência que o Buda e todos o Bodhisattvas mais altos alcançaram. A grande realização deles é o Dharma. Quando o que os Buddhas alcançaram é expresso para beneficiar seres sensíveis ordinários, isto também é chamado de Dharma.
Os que estão seguindo o caminho do esclarecimento e que já chegaram ao estado irreversível são a verdadeira Sangha. Esta Sangha consiste nos Bodhisattvas, de acordo com o Mahayana. O verdadeiro Buda, Dharma e Sangha, a Tríplice Pedra preciosa é o Buddha que possue os três corpos, o Dharma que expressa as realizações deles e seu ensino, e a Sangha de Bodhisattvas. A Pedra preciosa Triplice é simbolizada e representada nas imagens dos Buddhas, em todos os livros de ensinos, e na Sangha ordinária de monges. Embora os nomes dos objetos de refúgio são o mesmo no Mahayana e no refúgio Geral, as suas qualidades são explicadas um pouco diferentemente no Mahayana.

O Tempo

A segunda distinção entre o refúgio geral e o do Mahayana é o tempo. No refúgio Geral, a pessoa toma refúgio para o futuro imediato. No Mahayana, a pessoa toma refúgio desde agora até a realização do último esclarecimento.

A pessoa

No refúgio Geral, a pessoa toma refúgio para si mesmo. No refúgio de Mahayana, a pessoa toma refúgio para a si mesmo e para todos os seres sensíveis. A pessoa imagina que todos os seres sensíveis foram alguma vez, em vidas prévias, nossos próprios pais ou muito queridoa. A pessoa busca refúgio para o benefício dos seres sensíveis ilimitados.

O Propósito

No refúgio Geral, a pessoa toma refúgio para ganhar ego-liberação. No Mahayana, toma a pessoa refúgio para atingir esclarecimento para si mesmo e por causa de todos os seres sensíveis.
Se a pessoa entende o objeto, tempo, pessoa e propósito como descrevemos nós, realiza o refúgio de Mahayana. Com estas qualidades em mente, a pessoa deveria recitar a oração de refúgio como o pedido para os objetos de refúgio dar as suas bênçãos.
Além disso, ao praticar os ensinos de fato, o grande Acharya Vasubandu disse que se a pessoa quiser praticar o Dharma, há quatro requisitos: conduta moral, estudo, contemplação e meditação. Uma explicação mais detalhada destes requisitos vai ser reservado para outro ensino.

Linha Um do Texto

A linha 1 do texto é: "Se você desejar os objetivos mundanos desta vida, você não é uma pessoa espiritual."
O grande Jetsun Dagpa Gyaltsen explicou a primeira linha do modo seguinte. Qualquer prática que você faz, se seu objetivo for por causa desta vida, não é nenhuma religião; não é Dharma. Não importa que votos que você recebe, não importa quanto você estuda, não importa quanto você faz meditação, se é tudo por causa desta vida, não é Dharma. Se a pessoa desejar praticar Dharma, a pessoa tem que começar por diminuir o apego para esta vida. Esta vida é temporária, está como uma miragem. Até mesmo se você pensa que uma miragem é real água, não matará sua sede. Quaisquer tipos de conduta moral ou estudo ou meditação que você empreende, se estiver por causa desta vida, não o beneficiará no final das contas.
Para mudar sua intenção de não Dharma para Dharma, comece meditando na dificuldade de obter esta vida humana preciosa. Vida humana é rara comparada a outras formas de seres sensíveis, porque o corpo de um ser humano pode conter milhões de outros seres sensíveis. Esta raridade é explicada de muitos modos diferentes -
por exemplo do ponto de vista de "causa", "números", "exemplo" e "natureza."

A Causa

Para receber uma vida humana, e especialmente receber uma vida humana na qual aparece um lugar favorável e com as condições certas, a pessoa tem que ter uma causa boa. Tal causa deve ser um excepcionalmente virtuoso motivo para conduzir a nascimento humano com todos as condições certas. Nos três mundos, há muito poucos que fazem prática das coisas virtuosas, enquanto há um número enorme de seres sensíveis que se viciam em atos não-virtuosos. Assim, então, do ponto-de-vista da causa, a vida humana que tem todos as condições e é livre de todos os lugares errados de nascimento é muito raro.

Número

Do ponto-de-vista de números, seres sensíveis nos infernos, no reino dos famintos-fantasma, e no reino animal são incontáveis. Seres nos mais baixos reinos são tão numerosos quanto todos os átomos e partículas de pó deste mundo. Comparado a estes, vidas humanas são muito poucas, especialmente as condições certas.

Exemplo

Do ponto-de-vista do exemplo é explicado no Sutras com a ilustração seguinte.
Suponha que o mundo inteiro seja um grande oceano e em cima deste oceano flutua um jugo dourado que tem um buraco pequeno. Debaixo do oceano está uma tartaruga cega que surge a superfície só uma vez cada cem anos. O jugo dourado flutua na superfície, indo para onde quer que os sopros do vento vão. Quando o vento vier do leste, vai para o oeste. Quando o vento vem do oeste que vai para o leste. Seria claramente muito difícil para o pescoço da tartaruga cega entrar no buraco do jugo dado estas circunstâncias. A chance disto acontecer é muito rara. Pois a vida humana, especialmente livre de todos os lugares errados de nascimento e que tem todas as condições certas é até mesmo mais rara que este exemplo. Assim do exemplo deste ponto-de-visão, a vida humana é muito rara.



(CONTINUA)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

JUBILEU DE OURO DE SAKYA TRIZIN













DOMINGO, NO RIO DE JANEIRO, DIA 15 DE NOVEMBRO, DE 16 ÀS 18 HORAS, NA RUA JORNALISTA ORLANDO DANTAS, 15, CASA 2 - BOTAFOGO, ESTAREMOS REUNIDOS PARA PRÁTICA E MEDITAÇÃO BUDISTA DA TRADIÇÃO DO CENTRO SAKYA KUN KHIAB CHO LING DO RIO DE JANEIRO, EM COMEMORAÇÃO AO JUBILEU DE OURO DE SUA SANTIDADE SAKYA TRIZIN (50 ANOS DE REINADO SAKYA).

terça-feira, 3 de novembro de 2009

TARA

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Deep Vision of the Non-differentiation of Samsara-Nirvana



















Deep Vision of the Non-differentiation of Samsara-Nirvana


His Eminence Ngor Ewan Phende Rinpoche



The "Deep Vision of the Non-differentiation of Samsara-Nirvana" is a teaching
which His Eminence Ngor Ewan Phende Rinpoche gave when he was in Singapore in 1982.

We are grateful to him for so kindly providing us with an English translation of the
text for publication in One Vehicle when he was back in France. Lama Jamguene Ngawang Lepa is the famous author of the following text.

"HERE IS CONTAINED THE ESSENTIAL SUMMARY OF THE VIEW OF
NON-DIFFERENTIATION OF SAMSARA-NIRVANA, CALLED THE ESSENCE
OF NECTAR FOR GOOD MERIT"

Prostration to Lama JAMPAYANG, who grants us the Wisdom View of Knowledge
in all things' Essence.
If we summarize all the apparently diverse opinions concerning the Masters of
the Middle Path, we obtain the outer and approximate Middle Path and the inner, precise and subtle Middle Path.
The first category is the view of the Prasangikas who hold for real everything
that is perceived by their senses. At the time when all treatises of the Sastras were explained and during the great debates that ensued this view was held.
The second category is the view that considers that all external appearances
end up in the mind which is finally placed in its own nature, free of all manifestation. In their training of Yoga, the adepts practise mostly this view in a solitary place.
Relating to this, Atisa has said:

"During all the contradictory debates with non-Buddhists at the time of the
debates concerning the Great Treatises of commentaries, it was said to be the Middle
Path.
And, at the time of the training to the true sense in the practice of Yoga, it
is the Subtle Middle Path which is practised and constitutes the essential oral Teaching."

Greater details are to be found in Atisha's dBuma Rinpoche'i sGronMe along
with the sources of his commentaries, as it is said in the Legs bShad Gon-Ma'i dGons
rGyan.
Thus, it is said that our own Tradition of the view of non-differentiation of
Samsara-Nirvana agrees with the second Tradition.

Concerning the way of meditating:

First of all, it is indicated in the explanatory Teachings, all the dharmas of
the phenomenal world of Samsara (cyclic existence) and of Nirvana, are only reflections of mind itself.

This lack of existence of the smallest dharma outside the mind is asserted by:

a) references to quotations,
b) logical deduction, and
c) the Essential Teachings.

a) THE QUOTATIONS

It is said in the mDo sDe Sa bCu Pa:

"Oh, Sons of Buddhas, in the end the three Spheres are nothing but Mind."

In the rDorje Gur:

"Outside the Precious Mind, there is neither Buddhas nor beings, nor any
object external of consciousness."

In the Chad Ma Rigs gTer:

"In truth, appearances are Mind itself and do not exist outside of it; they
are classfied into true or false according to tendencies being long-lasting or not."

It is also explained by numerous other quotations.

b) LOGICAL DEDUCTION

"A unique object able to appear manifoldly is actually devoid of all reality."

So it is said.

Thus, a cup of water will appear differently to the six types of beings and in
that way, we'll know that appearances are devoid of all external reality. It is by experiencing that external appearances are devoid of all external reality that this will come to truth.
In the past, a great adept of the 'Path and its Fruits' (Essential Teaching of
the Sakyapas) had a sensation of thirst caused by his winds and channels. Unable to find any water in a well, spring, or river, and totally puzzled, he hung his monk's clothes on a tree on the other side of the river and went to sleep. The next morning, waking with his sensation of dryness gone, he realized that water
was flowing as it did before in the well, spring and river. He was then forced
to use a small craft to get his clothes back.
Another time, in India, a son who had a lot of respect for his old mother,
left the country to do business. Upon leaving, he told his wife to please take care of his mother and to be sure to feed her good and pure food.
During the son's long absence, the old lady caught an eye disease which made
the rice she was given appear to be full of hairs. This, in turn, made her very weak due to a swollen stomach.
Upon returning, the son asked the old mother if she had been well taken care
of.
"After you left, your wife never gave me good food, except this rice full of
hairs which now made me sick with a bad stomach."
The son reprimanded his wife, who in turn answered him:
"I have only given her good food, but it seems that she has an eye disease. Go
and bring her food yourself."
So, the son brought perfectly clean rice to his old mother who said:
"In older days, you had a lot of respect for me, but it seems that now you're
under your wife's thumb. This rice is full of hair!"
Understanding that her eyes were bad, he told her to keep the rice and called
upon a doctor.

After having been treated, he asked his mother to look at the rice. And since
there wasn't any hair in the rice, the old lady understood that her disease was the cause, and thought:
"How can my stomach be sick if I've not swallowed a single hair?"
Reassured, her stomach problems disappeared as the rainbow vanishes in the
sky. So it is told.

c) THE ESSENTIAL TEACHINGS
Concerning the assertion from the spiritual instructions given by each of the
Lineage's Lamas, it is said:
"Sickness and disease numb and deceive the mind like a disease veils the
eyesight or like a blazing point swirling rapidly."
Having thus thought about this truth which is asserted by the above three
quotations, arguments and spiritual instructions, all appearances will be perceived as Mind.
For example, when salt absorbs itself in water, it becomes one with water. In
the same way, we should understand that no existing dharma is different from Mind.
And lastly, we'll even doubt an external existence (different from mind) of
our own body. But, concerning the authentic fusion of Mind-Perception, it is said that it does not appear until the Eighth Land is reached.
Although the fusion of Mind-Perception of the preceding Land is not really the
authentic one, it still appears as an experience during the practice of Yoga.
Those who wonder if the realization of appearances of Mind-as-such, is not
precisely the Prasangikas' Tradition of the Middle Path, are in fact totally wrong.
In fact, Klu-sGrub, 'Phags-Pa Lha and ZLa Ba Grags-Pa have all three asserted
that perceptions are only Mind, and who dares say that they do not understand the Prasangikas' view?
The great Savant Mi-Pham rGya-mCho has explained it thus in his dBu-Ma
rGyan-'Grel:
"To realize that all perceptions are Mind-as-such is the essential
characteristic of the Buddhist Path's holders; true situation of all objects, it is the sacred point of the Essential Teachings relating to meditation. To destroy the illusion of phenomenal existence, it is the essential hint, just as it is essential for the butcher to know the animal's vital point in order to kill it, or for the lumberjack to know where to plant his nail in order to dry out the tree.
If we can hold it (the essential point) due to skilful means, it is also the
heart of the Essential Teachings pertaining to the Ultimate rDorje Vehicle."
And so are the numerous writings praising the realization of perceptions as
Mind.
To say that appearances are Mind means that they are Mind perceiving itself.
In fact, Mind never perceives an external object.
Relating to this subject, the Omniscient dKon-mChog Lhun-Grub has said:
"As distinctive object to our own manifold perceiving mind, our own mental
investigation finds nothing but an illusive being. The chain of interconditioned production of the never ceasing duality between 'me' and 'other' (appearing and resting on conditions and causes) is empty of an own-self. Look at the own-face of the Sphere of the Inexpressible and Spontaneous."
Therefore, if we investigate mind with mind, we'll experience an unceasing
Light which is called the Mind's characteristic.
By its own Essence, this same Light is devoid of birth and empty of primeval
cause. In an intermediary stage, it does not dwell in anything and is devoid of a distinctive essence. Finally, since it is unceasing, it is empty of the Fruit of annihilation. Mind has no form or color. It does not dwell inside or outside the body, nor in between. No matter which way we look for mind, it cannot be found. Whichever way we investigate mind, we cannot find anything in which it
would realize itself (not having any distinctive essence). Although not having
any distinctive nature of its own, the trick of various perceptions nevertheless appears incessantly since the beginning, therefore we never experience its lack of existence. Since this trick of various perceptions appears constantly and we cannot find any true nature, neither can we experience its existence.
This nature of Emptiness in which we have never experienced any existence, and
this characteristic of Light in which we have never experienced any non-existence,
have always been dissociable. Mind is Pure Light in its perception of itself, Empty
in its own Emptiness, and Perfectly conscious in its own investigation. All this is only a purpose of experience for the Transcendental Wisdom of our own investigation.
But, in reality, there is no distinctive essence to hold in the Primeval
Nature of the Absolute Truth. Nothing that mind should grasp, nor words to express it. But, nevertheless, in order to dissipate ignorance, the Absolute Truth is called the relative Truth of language: 'non-dual', 'Union of the Two', 'inexpressible', and 'essence of Primeval Mind'.
Although this natural state comprises Samsara and Nirvana, those who ignore
their true essence are said to be in Samsara, while those who know their true essence are said to be in Nirvana. The designations of Samsara and Nirvana are thus attributed according to the understanding or the lack of understanding (of their true essence).
From the true point of view, there is no bad Samsara that should be rejected
nor any good Nirvana that should be realized. If this is correctly perceived, we have then obtained what is called the understanding of the view of non-differentiation of Samsara and Nirvana.
In brief, there is nowhere to concentrate outside of the non-seizure of Mind's
Emptiness-Light.

The relaxed mind should constantly be in this state where there is nothing to
meditate upon, free of quest and artifice.
In the Songs of the Venerable Grags-Pa rGyal-mChan, it is said:
"How could there be a cessation and a distinctive essence in a mind which is
devoid of original birth? To think that there is neither birth nor cessation is also an obstructive thought; Give it up! You should also renounce the idea of giving up, since giving up is also a thought!"
"That which is limitless goes beyond the realm of the expressible. The
designations 'Middle', 'Mind only', etc. . . are only words and manifestations, while their mental representations are only conceptualizations."
However you think of it, if you have not perceived the Natural and Spontaneous
State of Mind, and if you have not trained in the essential Teachings of non-grasping, you'll be caught grasping even with the thought of non-grasping.
Understanding that this unceasing Emptiness-Light is the Natural State of
Union.
rJe Sa-Pan has also said:
"Existence, non-existence, etc. . . ., there is nothing similar in the Natural
State of things.

There is no object to meditate upon, nor a subject who meditates, nor the act of
meditating.
Mind being devoid of a distinctive essence, how could you explain that Essence?
By passing the realm of the expressible, there is nothing to say."
Coming out of this equanimous meditation, we'll then realize that all the
forms belonging to the visual field as well as everything that is seen, are, as soon as perceived, Perception-Emptiness, which is nothing else but the undifferentiation of Samsara-Nirvana.
In the same way, all the sounds of the audio field are, as soon as heard,
undifferentiation of Audibility-Emptiness, of Samsara-Nirvana.
And, lastly, all the discursive thoughts pertaining to the mental field as
well as all that is thought are, as soon as they appear, undifferentiation of Mind-Emtpiness, of Samsara-Nirvana.
Everything that appears is an Activity of the Dharma Body.
All perceptions having appeared as expressions of the non-differentiation of
Samsara-Nirvana and without having to look anywhere else for a meditation object, like a businessman finding himself in a country full of gold, it will be possible to leave the mind on everything that appears without trying to transform it.
Some wrongly affirm that appearances, sounds and thoughts, that we have just
explained above as being non-differentiation of Samsara-Nirvana, constitute the meditation and not the view. In the two texts of the lJon Chin Chenmo and the Dag lDan, the Great rJe-bCun affirms:
"The 'holder of dharmas' (phenomena) is Samsara. Dharma itself (its essence)
is Nirvana and their undifferentiation is the undifferentiated Samsara-Nirvana."
'Jam-dByans dKon-mChog Lhun-Grub has also said:
"That which is devoid of a distinctive essence is only perception; the nature
of all objects is the Dharma of Samsara-Nirvana; dharmas and 'holders of dharmas' are in truth undiffrerentiated. Realize this view of profound meaning free from all
limits!"
Thus, by examining the various quotations, doubts concerning the view of the
non-differentiation of Samsara-Nirvana will disappear.
In summary, the Dharma Body at the moment of the path is to put in practice
the method consisting of leaving Mind Itself in its natural and non-transformed state.
Thus, we obtain the Dharma Body of the moment of Fruit which is to recognize
Mind Itself free of artifice. And it is That which is called Buddha.
If, outside of mind, there were a place where another Buddha could be found,
we could not hold it, and even if we could, the fusion with Buddha would be difficult.
In brief, we'll know that those who didn't realize their Essential Nature are
called sentient beings while those who do are called Buddhas.
Although we call them View, Meditation, and Action, those different labels
take a specific name in the continuum of the practitioner according to the moment. They are in fact the unique view of the non-differentiation of Samsara-Nirvana.
As the Lamas' Lineage has put it: First obtain the certainty that all
perceived objects are summed up in mind. Then, perceive that all mind's perceptions are illusory and understand that this illusion only appears because of the supportive links. After having perceived that the meaning of those supportive links are separated from all expressible limits, realize the certitude not relying on anyone regarding the Natural State; so is the View.
Having first started with the three preparatory Dharmas, we'll remain in the
Equanimity of the Profound View with the help of the three basic Dharmas. Then, we'll meditate by using as final ornament the three conclusive Dharmas. So is the Meditation.
At each moment and without letting go our steadiness of watchful conscience of
the View, we'll meditate on three demons (gDen) of external obstacles, on the three
diseases of internal obstacles, on the three perturbating poisons of secret obstacles, on the eight mundane dharmas; in brief, on the erroneous thoughts of passion-aversion by applying the vision seal.
Just as fire gets higher with the abundance of wood, no matter how violent the
mental and dualistic perceptions of subject-object such as obstacles and bad causes, if we're never separated from the key of the View, those perceptions will be perceived as the blissful Sphere of Dharma, just as ice cubes melting in water. A greater advantage will then result concerning the View.
Thus, a correct experience of this Profound View being born in our mind, it
will become the antidote to all our disruptive forces (Klesas).
Generally, although our great compassionate Master, the Buddha, taught the
aspect of repulsive meditation as an antidote to desire, the Samadhi of love as an
antidote to anger and hate, the meditation of appearance in relation to the supportive links an antidote to ignorance, the charachteristics of the varied inclinations and temperaments as an antidote to pride, the meditation of the similarity between oneself and others as an antidote to jealousy, and so on . . . the repulsive aspect is only beneficial to stop desire but unable to
appease anger and hate but has no effect on desire.
If the unshakable certainty appears towards this Profound View, it then
becomes the antidote to all disruptive forces.
For example, just as inside Samsara, the remedy called 'the unique benefactor'
is the antidote to all diseases, if one perceives correctly the perfect meaning of Emptiness, this understanding will then become the antidote to all disruptive forces.
It is said by Kun-mKhyen ChosKyi rGyalpo:
"Although the water of repulsion (ugliness) can wash the stains of desire, it
cannot destroy the rocky mountain of anger; although the fire love can burn the bushes of anger, it is unable to wash the stains of passion-desire.
"With the ability to perceive as Unity Emptiness and everything that appears
in relation to the supportive links, one can totally cut the tree of self's view with its numerous branches and leaves of actions and disruptive forces and its fruits of birth (namely, existence)."
Thus it is explained.
If we gathered all the Doctrines of the Way, we'll find that they are all
concentrated in the six Paramitas (six Perfections). And those appear easily to the one who perceives perfectly the essential point of this View.
In the sPyod-'Jug, from the beginning: "abandoning the miserable beings", to
the end: "they wander without a reason", it is meant in those nine slokas (stanzas) that the six Paramitas do not exist by relying on body and external speech but that we must find them relying solely on the inside mind. Thus, the spirit of giving which comes from the heart is Giving; the total victory over the spirit of ill-will is Moral Discipline; the total victory over the spirit of anger is Patience;
a mind rejoicing in practising virtue is called Zeal; a mind which remains
firmly on any object is called Meditation; the knowledge of the Nature of Mind is Wisdom.
Those virtues will be born in the mental continuum of the one who will possess
the perfectly Pure View. Jo-Bo rJe (Atisa) and Milarepa have both said it. The victorious Yan dGonpa has also said:
"To know the nature of virtue is the most excellent of all virtues. To know
the nature of non-virtue is the most excellent of all confessions."
Just as it has already been explained, the wisdom of the nature of virtue
being an inexhaustible virtue, it becomes the cause of Perfect Awakening. The wisdom of the nature of non-virtue is the most excellent of confessions and it is said in the Tharpa Chenpo Phyogs Su rGyas-Pa'i mDo:
"If you want purification, firmly contemplate the Pure View. When it appears,
the Perfect Liberation will also come. This is said to be the most excellent of
all purifications."
The Master, Arya Deva, has also said:
"Even those who has accumulated little merit will have no doubt concerning
this Doctrine. If they did, they would have to wander in cyclic existence (Samsara)."

For it to be born rightfully in our mental continuum, we must exert ourselves
with great strength in Purification and Accumulation.
Having understood that the Lama was the Essence concentrating all Buddhas, it
is very important to pray to him with perfection concentration, aspiration and immense veneration.
It is said in the rNal-'Byor-Ma Kuntu sPyod-Pa'i rGyud (bDe mChog's commentary
Tantra):
"Prostration to the Feet of the One whose kindness allows the Great Bliss to
appear in a flash. Prostration to the Lama whose Body is similar to the Jewel
possessing the Dorje."
Sakya Pandita, the Lord of Dharma, has also said:
"For the one who faithfully relies on You, that person immediately receives
Infinite Mercy and becomes in one instant a Perfect Buddha and realizes all the Perfect Accomplishments."
In the Tantra, it is said:
"Due to a constant veneration and aspiration, the rank of Dorje Chang can be
obtained in six months."
'Brom-sTon once asked Jo-Bo rJe (Atisa):
"Have the Doctrines I practised in the past been transformed in the Way or
not?"
"Those where you served your Jetsun Lama did, the others, no," answered Atisa.

'Brom-sTon asked again:
"Although we have many meditations adepts in Tibet, none has obtained the
distinctive Virtues. Why is this?"
"All the qualities, great or small, of Mahayana can only take birth by relying
on the Lama and since you, in Tibet, only consider Lama as an ordinary being, how do you expect the Qualities to be born?"
It is said that to see the clean face of the Profound and Natural Situation of
all dharmas, there is nothing more excellent than the practice of Guru Yoga. By practising this Guru Yoga with regularity, not only with the mouth but also with the heart, an unbearable strength of veneration and aspiration will burn from the inside, just like a great fire. There is nothing else than to think and recall the Lama.
We'll understand that all Buddhas and Bodhisattvas of the ten directions are
incarnated in our own Lama. And by seeing or hearing the marvellous biographies of holy and realized Lamas of India and Tibet, we'll also know that our Lama is their Incarnation.
Having established the certainty that the Essence of the Lama concentrates
without exceptions the Three Jewels, and in order to honour Him, not even being satisfied with the offering of our flesh and blood, by thinking of Him, we will pray to Him with veneration songs, pouring tears similar to a rain shower.
If we're able to pray to Him with such great strength, there will be no doubt
of reaching the Perfection rapidly.
If we're satisfied by saying a few prayer words such as: "The Lama knows"
while only thinking of Him of time to time, then we'll never obtain the benefits of the Profound Guru Yoga practice.
That is why we must exert ourselves to a pure practice.
The most excellent of all incarnation, the Omniscient 'Jam dByans Kun-dGa'
Bstan-Pa'i rGyal-mChan has said:
"Know that all Refuges are the Essence of the Lama. See all virtuous practices
as the Way of the Lama, and know that Samsara and Nirvana appear as Manifestations of the Lama.
"Grant us Your Infinite Mercy so that the phenomenal world appears as the
Lama!"
If what has just been said is realized, it is said to be the true and
faultless practice of the Guru Yoga of the Profound Path.

This text was composed at the repeated request of Thartse Shab Droung Rinpoche
Byams-Pa Nam-mKha' Kun-bZan BStan-Pa'i rGyal-mChan and other listeners of
the Lam 'Bras (Lamdre). They asked the monk of Sakya Thouppa, Nag dBan Legspa,
to record the authentic account of the stages of the view that he possessed. And
it was written by the incarnation of sDe gZung Lun-Rig, namely, Kun-dGa' BsTanpa'i
Nyima.


The practice of Bodhisattva Avalokiteshvara according to the tradition of the Mahasiddha Tangthong Gyalpo



The practice of Bodhisattva Avalokiteshvara according to the tradition of the Mahasiddha Tangthong Gyalpo

By H.E. Chogye Trichen Rinpoche

Tangthong Gyalpo was a great mahasiddha, and he had the power of controlling the inner four elements. Nowadays, it seems amazing that humans can go to the moon and travel in space. In Tangthong Gyalpo's case, due to his inner practice he was able to go three times around the world on foot. If one can master one's own inner elements through practice, then the outer elements are very easy to control.

Through the blessing of Guru Rinpoche and the long life practice he received, Tangthong Gyalpo was able to live to one hundred twenty-five years of age.The oral transmission of the mantra of bodhisattva Avalokiteshvara was received by Tangthong Gyalpo from Guru Padmasambhava in a pure vision.

Once Tangthong Gyalpo was serving as chant master and leading a large assembly in the recitation of the mantra OM MANI PADME HUM, in order to accumulate many millions of mantras. Then, on top of the consecration vase, Avalokiteshvara appeared to him and gave him the oral transmission of OM MANI PADME HUM personally. This is the unbroken lineage we are receiving.

This practice also includes taking refuged and generating Bodhicitta altruism. The verses of refuge in this practice are composed by Tangthong Gyalpo himself. In order to take refuge, we should visualize Chenrezig-Avalokiteshvara in front and above us in the space.

He is white in color, with four arms with two hands in the mudra of prayer in front of his heart. His other right hand holds a sparkling white mala rosary, and his other left hand holds a white lotus.

Then we must feel that Avalokiteshvara and our root guru are one in nature, with our guru appearing in the form of Avalokiteshvara-Chenrezig. His mind is the Buddha. His speech is the dharma. His body is the sangha.

Then one should chant as follows:

I and all mother sentient beings equal to space
Take refuge in the precious Buddha, Dharma and Sangha.
We take refuge in the Guru, Deva, and Dakini.
We take refuge in the Dharmakaya, the empty clarity of one's own mind.

Due to our powerful supplication, light rays issue from Chenrezig's heart, dissolving into the heart of oneself and all sentient beings. Then, after praying in this way, all the objects dissolve into oneself and all sentient beings, and oneself and all sentient beings receive great blessings.

Bodhicitta, the mind of enlightenment, means altruism, good wishes for the welfare of others. There are four lines found in the Bodhicharyavatara, which say that all sentient beings suffer due to cherishing themselves, while whatever happiness they have is due to cherishing the welfare of others

We ordinary beings always wish for our own happiness without knowing the real cause of happiness, and so instead we always create the causes of suffering. This is why ordinary beings always suffer instead of being happy. If we truly wish to be happy, we must know the real cause of happiness.

If someone may ask, 'How do you know this is true?', the answer is to be found in considering the case of the Buddha. He always wished for the happiness of other beings, never for his own happiness. Those ordinary beings who are still longing for their own happiness are still struggling in samsara. Thus, Bodhicitta practice is obviously very important.

The taking of refuge is the gateway to dharma. Having a good practice of refuge, then we should practice Bodhicitta. Without these two preliminary practices, regardless of what other practices we may do, they will not be truly beneficial and we will not progress in the dharma.

However, if one's time is very limited, there are some other verses, four lines which include refuge and bodhicitta practice composed by the Indian mahapandita Atisha, who came to Tibet and taught there. Using the same visualization as above, one can also just say these four lines.

Until enlightenment is reached,
I take refuge in the Buddha, the Dharma and the Sangha.
Whatever virtuous deeds such as generosity, and so on,
That I perform
By their merit may I be able to benefit all sentient beings.

The first two lines include the refuge, and the second two are the Bodhicitta.

Before Atisha came to Tibet, the Bodhisattva Green Tara gave him a prophecy that he must go to Tibet. She told him that this was not only for the sake of the Tibetans, but that it was for the benefit of all sentient beings. Atisha went to Tibet, and was very successful in spreading the dharma there.

If we want to delve more deeply into the meditation on Bodhicitta, let us consider the case of our own mother. How kind is one's mother. She carried us in her womb for nine months. She was careful of whatever she ingested, thinking, 'Oh, if I take this, it might harm my child.'

After we are born, our mother is very affectionate toward us, cherishing us like her own heart. As we grow up, she teaches us how to walk, how to eat, and so on. It is essential for us to recall our mother's kindness. When we remember all the kind things she did for us, we will automatically feel that we wish for her to remain in happiness.

In order to be able to care for and protect us, during the course of our upbringing she may have committed negative deeds. And due to her accumulation of negative deeds, she might even have been born as a hell being. So we have great compassionate wishes for her, that she may be protected from such lower rebirths.

Compassion here means our wish to protect our own mother or whoever is dear to us and free them from suffering. Loving kindness is our wish that they are established in a state of happiness. If we practice very well these two, compassion and loving kindness, then whatever practice we do will have great benefits.

We must think that our mothers have been so kind to us, that we must always have the wish for them that they will dwell in happiness and be free from suffering. In order to be able to establish them in such a state, we must gain enlightenment. We must think that in order to be able to benefit all sentient beings who have been our kind mothers, we are practicing dharma.

Bodhicitta has two aspects: Bodhicitta of aspiration or wishing, and Bodhicitta of application or doing. Bodhicitta of aspiration means that we promise something. Then, actually doing practices in order to gain enlightenment for the sake of all sentient beings is the Bodhicitta of application.

Bodhicitta can also be understood as relative and absolute Bodhicitta. The Bodhicitta or aspiration or wishing and of application or entering are the relative, conventional mind of enlightenment.

Ultimate, or absolute Bodhicitta is emptiness. In reality, all phenomena are emptiness, but as we are bound by the three mind poisons of ignorance, desire, and anger, we remain ignorant of the reality of all phenomena.

It is difficult for ordinary beings to realize ultimate Bodhicitta. But at least we can keep the aspiration, 'I will try to realize emptiness, absolute Bodhicitta.' This is sufficient in the beginning.

The verses for Bodhicitta are as follows;

For the sake of all mother sentient beings
I must attain enlightenment.
For this reason, I will practice
The mantra of Avalokiteshvara.

We never say that we are doing the practice for our own selves. We say that it is for all mother sentient beings.

Now we proceed to the main practice of Avalokiteshvara. Visualize oneself in one's ordinary body. Then, above one's head, visualize a very fresh white lotus of light. Upon it is a white moon disk, and upon this is the full form of Avalokiteshvara. Then we say four lines of supplication to Avalokiteshvara.

As you have never been stained by any faults,
You are of the brightest white color.
Crowned by Buddha (Amitabha)
Your eyes of compassion always gaze upon all sentient beings.
I prostrate to Avalokiteshvara.

In addition to ourselves and Avalokiteshvara, we also visualize all sentient beings in their ordinary forms. Above their heads, we also visualize Avalokiteshvara while reciting the four line supplication just given.

From the power and strength of our devotion as we recite the supplication, Avalokiteshvara smiles with great joy and dissolves into our bodies, as well as into the bodies of all sentient beings. Then oneself and all sentient beings appear in the form of Avalokiteshvara.

We should think that whatever appearances we may see are perceived as Avalokiteshvara's form; whatever sounds we may hear are his mantra, OM MANI PADME HUM, and whatever thoughts we have are Avalokiteshvara's mind.

Since we are human beings, we should visualize Avalokiteshvara above us about the size or height of the span of our hand. This is the proper size relative to a human body. For an elephant, the size would be much bigger, relative to its body. For insects, Avalokiteshvara's form would be extremely minute, tiny. This is how we visualize Chenrezig's form above the heads of the various types of sentient beings.

Once we have recited the four lines, and Avalokiteshvara has dissolved into us, our own body, speech and mind becomes one with his body, speech and mind. Now we ourselves appear in the form of Chenrezig, as we chant the mantra OM MANI PADME HUM.

This is how to meditate on Avalokiteshvara. Now we will give the oral transmission which authorizes us to chant this mantra.




In order to receive the oral transmission, we must first visualize ourselves and the Guru in the form of Avalokiteshvara. Then, in the heart of the Guru appearing as Avalokiteshvara is the letter HRI, which is surrounded in a clockwise direction by the mantra rosary OM MANI PADME HUM.
This mantra circles the letter HRI and then comes up and out of the Guru's mouth. It enters our mouths and descends into our hearts, encircling the letter HRI within out hearts. Then we just recite OM MANI PADME HUM.

In the course of this process, we recite the mantra three times. On the first recitation, we imagine that the mantra rosary comes from the Guru's heart, as just described.

On the second recitation, we feel that this has blessed the mantra within our own hearts.

On the third recitation, we feel that the mantra within our hearts has become one with the mantra in the heart of the Guru.

Now, in order to stabilize the mantra which the Guru has emanated into our hearts, we supplicate the Guru by tossing flowers and rice toward him, promising to keep the committments and asking him to please let his blessing stabilize within us.

On the basis of making this request, the Guru tosses rice toward us, and again the mantra rosary comes from the Guru's heart to our own heart, in the same manner as before. It again blesses the mantra in our hearts. In order to receive the blessing, we again recite the mantra as much as possible.

Then we think that the mantra within our hearts, which has just been blessed by the Guru, will remain firm and stable until we reach enlightenment.

Next the Guru says four lines of prayer, asking Avalokiteshvara to please bless these disciples. He asks Avalokiteshvara to please grant the disciples the siddhil or accomplishments of mantra practice. Also, he requests Avalokiteshvara to please make his mantra firm and stable within the disciples. The Guru prays that the disciples may be able to receive all the blessings of the body, speech, and mind of Avalokiteshvara.

In this way we receive the refuge, bodhicitta, and main practice of Chenrezig, as well as the oral transmission of his mantra.

The final section is the dedication of merit. This dedication is extremely important. Whatever virtuous deedes we do, if we do not dedicate the merit, then whatever we have done can be destroyed.

If we become angry, for example, this can destroy all the positive deeds we have accumulated for many lifetimes, if we have not dedicated the merit for those deeds.

Once we make the dedication after any meritorious practice, then whatever virtue we have accumulated will remain until we reach enlightenment. And, not only will this merit remain, but it will continue to increase.

Now we should think that by the virtue of receiving this transmission of Avalokiteshvara, whatever merit we may have accumulated we dedicate so that we may gain enlightenment for the sake of all sentient beings.

The lines of dedication are as follows:

By this merit, may I and all sentient beings
Very quickly attain the state of Avalokiteshvara,
Without leaving a single sentient being behind.
May they all be able to gain the state of Avalokiteshvara.

In addition, there are a final four lines of aspiration;

By these virtuous deeds, may all sentient beings
be able to complete the two accumulations,
And attain the ultimate enlightenment
Which results from the two accumulations.

These two sets of verses are the dedication and the aspiration. Whatever practice we do, we must make dedications and aspirations at the end. If we do not make these, then whatever positive deeds we accomplish can be destroyed by anger, etc. By such prayers, our virtuous deeds remain until enlightenment.

Anger in particular will destroy our merit if we have not dedicated it. It is said that there is no sin so severe as anger, and there is nothing like patience to bear all difficulties.

It says in the Bodhicharyavatara that even if one has accumulated virtuous deeds during many countless aeons but without having dedicated the merit, then even one incident of anger can destroy all the merit.

In addition, we must learn to apply the antidote to anger. And what is the antidote to anger? It is patience.

From all of this, you can understand why we do the dedication, and why the dedication of merit is so important. If once we have made the dedication after any practice or deed we have done, then even if by chance we should later become angry, it will not destroy the merit of the virtuous practice.

This completes the oral transmission of Avalokiteshvara. There are three parts to the practice: That which is virtuous in the beginning, the refuge and bodhicitta; that which is virtuous in the middle, the main practice of Avalokiteshvara; and that which is virutuos in the end, the dedication of merit.

This is known as the threefold purity. Whatever practice we do must have these three components.

In addition to this, it is especially important that whatever practice we do, we must maintain excellent mindfulness. Mindfulness here means to remember and be conscious of whatever we are doing. We should always be mindful in order to avoid committing negative deeds. At same time, we should do our best to accumulate virtuous deeds.

Furthermore, we need to examine ourselves to see whether what we are doing is really in accord with the teachings of the dharma. Some actions may appear virtuous or positive, but may actually accumulate negative karma for us.

Translated by Tagyal Lama
Compiled and edited by John Deweese

DROMIG LOTSAWA

terça-feira, 13 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

CURRICULO BUDISTA DE R. SAMUEL

Currículo Budista (resumo)
1 - Rogel Samuel (1943), é presidente do Centro Sakya kun khiab cho ling, o primeiro centro desta Tradição em toda América Latina, fundado por S. S. SAKYA TRIZIN, é formado em Letras pela antiga Universidade do Brasil, Mestre e Doutor em Letras (1983) pela UFRJ, onde trabalhou na Pós-graduação e de onde é aposentado.
2 - Começou seus estudos de Budismo em 1969, com o Ven. Anuruddha, monge do Sri Lanka.
3 - É um dos 38 fundadores que compraram o terreno do mosteiro Theravada em 1969, do qual foi secretário.
4 - Na década de 70 pratica Zen com Ven. Tokuda, durante cerca de um ano.
5 - Recebe ensinamento de sutra de Don K. Jayanetti (Ven. Anuruddha) nas décadas de 70 e 80.
6 - Em 1990 recebe ensinamento de Budismo Tibetano (Lam Rim) no Rio de Janeiro de Geshe Sopa.
7 - Em 1991 recebeu ensinamentos de Budismo Tibetano de Thrangu Rinpochê.
8. Estudou com Geshe Lobsang Tenpa por 2 anos.
8 - Conseguiu estudar as quatro tradições do Budismo Tibetano, com seus 4 primeiros gurus: Thrangu Rinpochê (Karma Kagiu), Chagdud Tulku Rinpochê (Nyingma), S. S. Dalai Lama, Geshe Sopa e Lama Zopa Rinpochê (Gelugpa) e S. S. Sakya Trizin (Sakya).
9 - Em 1992 pertence ao Comitê de Recepção do Dalai Lama, de quem recebe Ensinamento no Brasil.
10- Em 1992 recebeu ensinamentos e transmissões de Lama Zopa Rinpochê no Rio.
11- Em 1992 recebeu ensinamentos e as transmissões básicas de Thrangu Rinpochê e Chagdud Tulku Rinpochê.
12- Em 1993/4 vai ao Nepal onde recebe o Dub-Thab Kun-Tue de Sua Santidade Sakya Trizin, que passa a ser seu principal Guru-raiz, ensinamento que dura 2 meses e só é dado 3 vezes durante a vida do Guru (cerca de 300 iniciações). É quando conhece Chogay Trizin Rinpochê
13- Ainda em 94 recebe o Kalachakra de S. S. Dalai Lama em Barcelona, Espanha, além de curso sobre Kalachakra, por Kirti Sherab Rinpochê.
14- Volta ao Nepal em 1995 para diferentes praticas.
15- Em 1995 recebeu seu primeiro Landré em Friday Harbour, USA com S S Sakya Trizin. O CENTRO SAKYA KUN KHIAB CHO LING é fundado no Brasil por orientação de SAKYA TRIZIN.
16 - Em 1996 recebe outro Kalachakra do Dalai Lama em Sydney, Austrália.
17- Em 1997 recebeu o segundo Landré de S. S. Sakya Trizin, em Sydney, na Austrália, trasduzido por Lama Choedak. Lá Sua Santidade outorga o nome do centro: SAKYA KUN KHIAB CHO LING.
18- No mesmo ano convida Jetsun Kusho ao Brasil, quando recebe a transmissão das 21 Taras, Tara Branca, e Avalokitesvara.
19- Em 1998 vai ao Nepal pela 3ª vez, quando assiste a puja de Chogay Trizin Rinpochê em seu quarto privado e recebe o lung de Guru Rinpochê de Tulsik Rinpochê em cerimônia privada.
20- No mesmo ano faz um Retiro de Vajrapani Bhutadamara de um mês com Jetsun Kusho na Alemanha.
21- Em 1999, recebeu os Ensinamentos de Sua Santidade o Dalai Lama, em Curitiba.
22- Em 1999 recebeu os Treze Dharmas de Ouro, com Jetsun Kushola, em Vancouver, Canadá.
23- Além disso, recebeu Ensinamentos dos seguintes Lamas e Monges: Ven. Vipassi; Lama Sherab Dorge; Lama Teundan; Lama Pasang; Marta Cavalcanti; Monja Glória Mallol; Lama Rinchem da trad. Kagiu; Lama Bokar Rinpochê; Geshe Kalsang; Lama Tsering Everest; Geshe Jamyang; Lama Choedak; Lama Kadro; Korchen Tulku; Lama Paloma; e outros. Traduziu oralmente Bokar Rinpochê e Lama Kadro.
24- Proferiu vários cursos de filosofia budista na Areté e na UFRJ.
25 - Em 2000 recebeu seu terceiro Landre, de Sua Santidade Sakya Trizin, em Vancouver, Canada. Recebe transmissão de Guru Rimpochê em cerimônia privada de SUA EMINÊNCIA RATNA VAJRA RINPOCHÊ.
26 - Em 2000 recebeu também o ciclo de iniciações das 21 Taras de Jetsun Kushok em Paris (pela 4ª vez: 2 de Sakya Trizin e 2 de Jetsun Kusho). Recebe também ensinamento sobre o TSOG de Vajrayogine.
27 - Em 2001 convida Jetsun Kusho ao Brasil, de 13 a 19 de junho para um ciclo completo de Ensinamentos (Amitayus, Buthadamara, Marici, Tara verde, Ric Som Chi Yi, Zambala e A separação dos 4 apegos). Tradução oral de R. S.
28 - Em 2001 recebeu a Transmissão de Kalachakra de Kirti Rinpochê no Rio, além de Usnisha Vijaya.
29 - Em 2002 recebeu seu quarto LanDre de Sua Santidade Sakya Trizin, em Strasburg, França.
30 – Em 2005, iniciação completa de Chakrasamvara e retiro de Vajrayogini com S. S. Sakya Trizin em Walden, N. Y. USA. 31- De volta ao Brasil realiza o seu retiro básico de 3 meses de Vajrayogine em sua própria casa.
32 – Em 2006, iniciação completa de Chakramsava e ensinamento de Vajrayogini com S. S. Sakya Trizin em Denia, Espanha. Em Biarritz: Iniciação completa de Vajrakilaya e em Paris: Mahakala e Oferecimento de Dharma a Kublai Khan.
33- Traduziu cerca de 15 livros e folhetos de Budismo.
34- Em 2007, quinto Landre em Bournemouth, UK.

35 - Iniciações e Ensinamentos de Sua Santidade Sakya Trizin no Brasil em 2011.
36 - Convidamos em 2013 - KUNGA RINPOCHÊ NO BRASIL: UM DOS MAIORES EVENTOS DE DHARMA DO BRASIL - 18 INICIAÇÕES (VAJRAPANI BUTHADAMARA, SINHANADA, GARUDA, SHRI TAKIRAJA, AMITAYUS, DZAMBHALA VERMELHO, TINUMA, TARA VERMELHA, VASUDHARA,SIMHAMUKA, KURUKULLE, MAHARAKTA GANAPATI, MANJUSHRI NEGRO, VAJRAYOGINI, DZAMBALA DOURADO, MAHAKALA BRANCO, TARA VERDE, BUDA DA MEDICINA) . VER FOTOS AQUI. Todos os ensinamentos foram traduzidos por R. S.

JETSUN KUSHO

domingo, 11 de outubro de 2009









Da esquerda para a direita: Chogye Trichen Rinpoche, S. Santidade Sakya Trizin e Luding Khenchen Rinpoche

sábado, 10 de outubro de 2009

CADASTRE-SE












Na foto Dampa Rinpochê, guru de S. S. Sakya Trizin.





SE VOCÊ TEM INTERESSE EM PARTICIPAR DE NOSSAS REUNIÕES DE DHARMA NO RIO DE JANEIRO, CADASTRE-SE EM NOSSA LISTA MANDANDO UM EMAIL PARA:

SakyaKunKhiabChoLing-subscribe@yahoogrupos.com.br

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

ENTREVISTA DE SAKYA TRIZIN












OUÇA A ENTREVISTA DE SAKYA TRIZIN NA NOVA ZELÂNDIA EM MP3:

http://www.nz.sakyadrotonling.org/HHST-Gift-of-Dharma-to-NZ.php

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

KALACHAKRA EM BIARRITZ






S. S. SAKYA TRIZIN CONCEDE KALACHAKRA EM BIARRITZ
Sa Sainteté Sakya Trizin à Biarritz
20 au 27 juin 2010 pour l'initiation de KALACHAKRA:


http://sakya64.net/event_SakyaTrizin.htm

sábado, 26 de setembro de 2009

Kalachakra MANTRA

KALACHAKRA: INTRODUÇÃO


INTRODUÇÃO AO KALACHAKRA




Kirti Tsenshab Rinpoche



PARTE 1
Corpo, fala e mente, e a mente é muito importante. No mantrayana a pessoa diz mantras. Mantra quer dizer proteção de mente, “ma” significa mente e “tra” significa proteção. Mantra quer dizer proteção da mente de percepções ordinárias. E no mantrayana você tem os 4 tantras: kriyatantra, charyatantra, yogatantra e o mais alto yogatantra.
Kalachakra é incluído dentro do yogatantra mais alto. No mais alto yogatantra a pessoa tem o Kalachakra Tantra e no mantrayana se tem a divisão em três: há a base, o caminho e o resultado. Assim a base é o ser do praticante, o que tem que ser purificado. O que purifica é o caminho, e isso é a prática da fase de desenvolvimento e da conclusão.
E o resultado daquela purificação, do que tem que ser purificado, é o conseguimento do estado de Vajradhara. A pessoa tem isto como base do caminho e resultado que tem que ser purificado, e o que purifica, e o resultado da purificação. Geralmente no yogatantra mais alto, a base que tem que ser purificada é nascimento, morte e o bardo (o estado intermediário entre morte e nascimento). E o que purifica são a fase de desenvolvimento e a fase de conclusão, estes dois níveis do caminho que purifica. E através daquela purificação a pessoa tem o conseguimento do resultado, o estado de Vajradhara.
No anuttarayogatantra, no yogatantra mais alto, a pessoa tem isto:
a base, caminho e resultado. A base que tem que ser purificada é o nascimento, morte e bardo. E então o caminho, que é o caminho da fase de desenvolvimento e da conclusão que purifica então o resultado que tem que ser atingido que é o estado Vajradhara. De forma que isto é geral para o yogatantra mais alto.
Dentro do yogatantra mais alto há o Kalachakra, e o Kalachakra usa nomes diferentes. O que tem que ser purificado na base é chamado o Kalachakra exterior e o Kalachakra interno. O Kalachakra exterior é tudo aquilo que não é a mente do praticante. Assim é o sol e as estrelas e assim por diante, tudo o que está fora do indivíduo. Isso é o aspecto exterior que tem que ser purificado.
Então há o que tem que ser purificado dentro do indivíduo pela criação da fase de desenvolvimento e da conclusão organizada, e isso são os canais, os ares, o bindus dentro do indivíduo. Assim isso é a base interna de purificação, o aspecto interno que tem de ser purificado.
No Kalachakra você tem o Kalachakra exterior e o interno que é a base do que tem que ser purificado. E o caminho e o resultado que é achado no que é chamado o outro Kalachakra. O outro inclui a prática da fase de desenvolvimento e da conclusão e o conseguimento do estado de Vajradhara. Assim no Kalachakra a pessoa tem o Kalachakra exterior, o Kalachakra interno e o outro Kalachakra.
No Kalachakra há o tantra raiz, o mulatantra, e o tantra condensado ou abreviado, lagho tantra, e também um comentário para o tantra que é chamado “ O Grande Comentário da Luz Imaculada “ que está no tangyur do Cânon Tibetano para as traduções de comentários. Todos estes três, o dois tantras e o comentário, todos eles, são apresentados em termos de cinco pontos, cinco capítulos. Nestes capítulos, o Kalachakra exterior e o Kalachakra interno formam dois capítulos, e então o resto é o outro Kalachakra.
O primeiro capítulo é o Kalachakra exterior e isso é chamado o capítulo do mundo, do loka. Isto interessa ao orbe e ao sol, à lua e as estrelas no céu. Assim é aproximadamente o externo aspecto do que tem que ser purificado. De forma que é o primeiro capítulo, o capítulo no mundo.
O segundo capítulo é chamado o capítulo interno, interessa ao que tem de ser purificado dentro da prática do Kalachakra. Dentro do
praticante há os canais ou nadis, onde fluem os ares ou vajus e também há o bindus ou gotas, o bindus branco e o vermelho. Este nadis, vajus e bindus são o que tem que ser purificado. A pessoa os purifica pelo método do desenvolvimento da fase e fases de conclusão.
Assim este capítulo interno apresenta o nadis, vajus e bindus dentro do indivíduo, que tem que ser purificado. Aquele segundo capítulo que trata dos aspectos internos do que tem que ser purificado é então chamado o capítulo interno.
Estes primeiros capítulos tratam da base que tem que ser purificada: a base exterior que tem que ser purificada e a base interna que tem ser purificada. E estes dois capítulos também constituem o exterior Kalachakra e o Kalachakra interno.
Os restantes três capítulos tratam do que é chamado o outro Kalachakra que tem que ver com um caminho que tem que ser purificado, o desenvolvimento e a fase de conclusão e com o conseguimento do resultado.
Antes da pessoa poder praticar o desenvolvimento e conclusão a pessoa precisa receber o abisheka, ou autorização.
Assim o terceiro capítulo apresenta a autorização para Kalachakra, então é chamado o capítulo da autorização, o capítulo de abisheka, isso é o terceiro capítulo do tantra de Kalachakra e seu comentário.
Assim em termos do outro Kalachakra, começa com o terceiro capítulo, o capítulo da autorização. O quarto capítulo trata do método para a realização, assim é o capítulo sobre a realização, e significa basicamente o método da sadhana que significa realização em Tibetano, assim é o método da realização. Assim o método da realização é principalmente a fase de geração.
No quarto capítulo é apresentado o método da fase da geração principalmente e a sadhana, um método de realização, assim é chamado capítulo de realização, o capítulo da sadhana.
O quinto capítulo trata principalmente da fase da conclusão. E é a prática de fase de conclusão na qual se atinge o resultado, ou estado de Vajradhara. Então, como o capítulo trata principalmente da fase da conclusão e do resultado, é chamado capítulo da sabedoria (capítulo de jnana). Isso é o quinto capítulo. Assim você tem os cinco capítulos do tantra e o comentário, a apresentação do Kalachakra exterior, interno e outro. Há dentro dos cinco capítulos a apresentação do Kalachakra exterior, e então depois apresentação do Kalachakra interno, e então lá é apresentado o outro Kalachakra, dentro desses cinco capítulos.
Para fazer a prática de Kalachakra a pessoa precisa receber a
autorização. O Dalai Lama dá a autorização. E ele dá isto por uma mandala de areia colorida, esta é uma autorização muito elaborada. Ele não dá a autorização em uma base de uma mandala pintada, de uma representação pintada de mandala mas por esta mandala de areia colorida.
Assim o Dalai Lama dá a autorização na base de uma mandala de areia. A razão, o propósito disso é permitir às pessoas de fazer a prática da geração e as fases de conclusão de Kalachakra, as quais não podem ser feitas sem ter recebido aquela autorização. Para dar um exemplo, você tem nos países diferentes os exércitos. E se você quer se alistar no exército então você tem que ir por exames e treinamento. Eles têm que conferir doenças e o medir e ver como o seu corpo é, ver se você vai poder fazer o treinamento militar e ser um soldado. Da mesma maneira a autorização é como um exame, como uma entrada para ver se você pode praticar a geração e as fases de conclusão ou não. Isto lhe proporciona as condições e circunstâncias que o permitem praticar e treinar dentro da geração e fases de conclusão. Recebendo a autorização é como passando por fases diferentes para poder se alistar no exército.
Tendo recebido então a autorização a pessoa pode fazer a prática da geração e fases de conclusão. E assim isto é como ter podido entrar no exército. Lá a pessoa recebe o treinamento do exército. Assim nos níveis diferentes dentro do exército há a infantaria, e a marinha e a força aérea, assim há todos os níveis diferentes no exército no qual têm que ser treinados. Do mesmo modo a pessoa tem os níveis diferentes na fase de geração e na fase de conclusão.
Como há treinamentos diferentes na infantaria, na marinha e na força aérea, a pessoa tem a prática da fase geração e da fase de conclusão, e assim a pessoa tem dentro de si a meditação no palácio, o palácio divino, no qual há uma deidade. Assim isto é como que se você estivesse na infantaria, você entra em carros,
e se você está na força aérea você viaja dentro de um avião, e do mesmo modo a pessoa visualiza a si mesmo dentro de um palácio divino. Também a pessoa tem que treinar o uso de armas para ser capaz de eliminar o inimigo, e do mesmo modo há a prática dentro da fase de geração e da fase de conclusão. E por ter prosperamente completado o treinamento militar, então a pessoa na verdade vai contra o inimigo, e ataca e derrota o inimigo, então da mesma maneira pela prática da geração e fase de conclusão a pessoa atinge o estado de Vajradhara, de forma que é como ter treinado lutando contra o inimigo e os derrotando.
Assim a pessoa tem o treinamento na fase de geração e na
fase de conclusão. Na fase de geração a pessoa faz a visualização
do palácio divino e dentro daquele faz a visualização de
a si mesmo como tendo o corpo de uma deidade. E assim isto é como uma proteção. Se é a infantaria, enquanto estando em tanques de forma que ele não pode ser prejudicado pelo inimigo, ou se você estivesse viajando em aviões você tem o método para prevenir os projéteis que têm que ser incendiados para os abater. Assim a pessoa faz esta prática da fase de geração dentro do palácio divino e a si mesmo como a deidade.
E então o exército que já está no país, então eles têm os métodos de impedir bombas de vir e assim eles têm proteção, e também eles aprendem a poder incendiar as bombas para abater o inimigo. De forma que está como a prática da fase de conclusão, assim pela fase de conclusão a pessoa aprende de como abater de fato o inimigo com bombas.
Aplicando aquele exemplo interiormente com o exército, lá também existe exércitos externos dentro da meditação de Kalachakra, meditando em si mesmo como a deidade de Kalachakra. O que é principalmente significado são os exércitos internos das corrupções de ignorância e aversão e apego.
Assim este é o exército que o indivíduo tem que derrotar. Assim em ordem de derrotar este exército interno, usa as práticas da
fase de desenvolvimento e da fase de conclusão, assim a pessoa tem que usar os métodos da pessoa, a pessoa tem que usar a infantaria da pessoa, a pessoa tem que usar a marinha, a pessoa tem que usar a força aérea da pessoa e lhes enviar tudo contra inimigos internos para os derrotar.
Então também no ensinamento Kalachakra há uma apresentação de Shambala, assim há um Shambala interno e um Shambala externo, da mesma maneira que há uma guerra interna e uma guerra externa. Assim há um Shambala interno a pessoa tem que identificar. E este Shambala interno são os meios pelos quais derrotam os bárbaros internos, o interno exército que é a ignorância e apego e aversão.
E a pessoa os derrota pelo Shambala interno pelo qual significa um pensamento de renúncia, por método e sabedoria de vacuidade. Pelo caminho de método e sabedoria pode derrotar a pessoa o exército interno dos bárbaros dos três venenos mentais.
Para a prática de Kalachakra há a repetição do mantra, assim Rinpoche nos pede que repitamos depois dele o mantra três vezes, e então, a seguir ele dará uma explicação do significado.
Há algumas pessoas aqui que receberam a autorização do Dalai Lama . O mantra é OM AH HUM HO HAM KSHA MA LA VA RA YA HUM PHAT.
Assim em termos do mantra as primeiras quatro sílabas, OM AH HUM HO, estas são as sílabas do corpo vajra, fala, mente e sabedoria. Assim o OM simboliza o corpo de vajra, o AH simboliza o vajra fala, o HUM simboliza a mente vajra e o HO simboliza a sabedoria vajra.
As primeiras quatro sílabas são símbolos vajras. As próximas sílabas no mantra são HAM e o KSHA, o HAM simboliza Kalachakra e o KSHA é o cônjuge, Vishvamata. Então a próxima sílaba é MA que simboliza o palácio divino. O próprio palácio é um palácio tríplice, assim um palácio dentro de outro, no centro há o palácio da mente, o mandala da mente, e ao redor disso há o mandala da fala, o palácio da mandala de fala, e ao redor disso há o palácio da mandala do corpo de forma que é representado por MA.
Então ao redor da pessoa pode-se ver na mandala um círculo branco na extremidade exterior que é a mandala da água, estes princípios; lá estão os quatro elementos, também há a terra amarela e o vermelho fogo e o ar azul. Estes são simbolizados por estas próximas quatro letras.
Estes quatro são LA VA RA YA, e estes quatro representam os quatro elementos, LA simboliza a terra, então você tem VA que simboliza a água, então RA que simboliza o fogo e então YA que simboliza o ar. Assim essas quatro sílabas simbolizam os quatro elementos.
Para fazer esta purificação por Kalachakra, a pessoa precisa fazer a prática e a pessoa precisa fazer a sadhana. Há tipos diferentes de sadhanas, há muito longa, média e curta, assim há tipos diferentes de sadhana de Kalachakra.
Então na prática do Sadhana, a pessoa tem que visualizar a mandala e a pessoa tem que visualizar os palácios. Explicar isso: nós temos estes palácios, um dentro de outro, assim no íntimo lá está a mandala da mente, então ao redor isso há a mandala da fala, e ao redor disso há a mandala do corpo.
Em particular no interno há a mandala da mente, e se
tem a meditação na mandala da mente, na mandala da fala e na mandala de corpo.As deidades incluídas nisso são 634 deuses, embora haja diferentes modos de contar as deidades, assim há números diferentes, mas podemos dizer que há 634 deidades nessas três mandalas.
A pessoa pode dizer que na mandala interna, no mandala de mente, que é o mandala central, há 46 deidades. Ao redor disso há a mandala da fala onde você tem dakinis da fala ou yoginis da fala, e há 72 delas.
Então na mandala do corpo há muitas deidades. Assim em um ano você tem 12 meses, e cada mês tem 30 dias, de forma que faz 360 dias por cada ano. Assim há uma deidade durante cada dia do ano, assim há deidades astrológicas, deidades numeradas, assim há 360 deles no mandala do corpo.
Na tradição Ocidental você tem meses com 31 dias e alguns com 30 dias e assim por diante, meses com números diferentes de dias. No Calendário Tibetano cada mês tem 30 dias. E assim daquele modo um tem 360 deidades (embora Rinpoche 3 vezes disse 364 deidades), devido ao número de dias por um ano.
Estes são os principais e há muitos mais deidades. Assim um
praticante medita neste número de deidades. A razão é que
cada dia da vida, um dia para os praticantes, uma noite e dia que são 24 horas, 12 horas do dia, 12 horas da noite. E daquele modo é contado uma respiração, é uma respiração dentro e uma respiração fora, um praticante tem 21,600 respirações a cada 24 horas.
Assim ele precisa purificar estas respirações sucessivas. E assim ele purifica isto conforme a sucessão de tempo, com a roda ou
ciclo de tempo. Assim a pessoa purifica as respirações, e a pessoa purifica interiormente os canais e bindus e também externamente os externos elementos e as órbitas do sol, e a lua e as estrelas,
no qual tudo acontecem em ciclos de tempo. De forma que é o seu significado, por que a prática é chamada Kalachakra, ou ciclo de roda de tempo.
Assim contando as respirações, um praticante tem 21,600 respirações um dia, e a pessoa tem que purificar cada uma destas respirações sucessivas. E purificando, então isso limpa o ar que está interiormente se movendo pelo corpo. Assim eles fluirão em uma reta e suave maneira, de forma que também os canais fiquem direitos e lisos e claros, e devido a isso também externamente são purificados os elementos de terra e água e fogo e ar.
Assim também é benéfico para o mundo externo e a sociedade, como interiormente para o corpo e para a paz mental e felicidade pela eliminação de doenças. Assim por trazer paz e felicidade em termos de solucionar os conflitos entre diferente religiões que têm visões diferentes e também os conflitos entre sistemas políticos diferentes. Isso também é pacificado pela prática de Kalachakra.
Aplicando assim aos 10 aspectos poderosos do mantra você tem OM AH HUM HO, symbolizando os quatro vajras. No desígnio dos dez aspectos poderosos que você tem HUM, HUM simboliza a mente, a mente vajra e sobre isso há uma lua crescente. E a lua crescente é o naro que é o sinal da vogal de O, assim o sol crescente simboliza isto com o círculo em cima, representando a sílaba OM, e então representando o corpo vajra.
Em cima daquele círculo há o “nada”, a pequena chama que simboliza a fala vajra, o AH, com o HUM representando a mente vajra. E então o “nada” que também é um símbolo de vacuidade, a essência de vacuidade que também simboliza a vajra-sabedoria.
Enquanto o OM simboliza a purificação do corpo para se tornar um vajra-corpo, AH simboliza a purificação da fala para se tornar uma vajra-fala, HUM a purificação da mente para se tornar vajra-mente, e o HO simboliza um aspecto sutil da consciencia que é purificada para se tornar a vajra-sabedoria. E isto é terminado pela prática da fase de geração que isto simboliza.
O HAM e KSHA simbolizam o Kalachakra e Vishvamata, as duas deidades principais na mandala, e o MA simboliza o Buddha-palácio.
Estes dez aspectos poderosos são algo para o qual não é muito fácil explicar, explicar o mantra por isso é algo mesmo condensado, escrito em manuscrito índiano antigo. E tem estas dez partes, estas dez letras que têm estes dez então diferentes significados.
Para fazer a prática de Kalachakra a pessoa precisa de ter uma sadhana, é o sadhana-capítulo do tantra e comentário, e tendo recebido a autorização do Dalai Lama.
Uma vez que você recebeu isso
você pode praticar a sadhana.
Há uma muito breve e condensada sadhana, composto por Ling Rinpoche, o tutor anterior do Dalai Lama que é chamada a Ioga do Guru de Seis Sessões. E esta é uma prática do que é chamado Nove Deidades Kalachakra. É chamado Nove Deidades Kalachakra porque você tem no centro Kalachakra e o cônjuge, eles contam como um, e então ao redor deles em oito lugares, quatro nas principais direções, quatro nas direções intermediárias, há os oito shaktis ou oito nouma, em Tibetano. Assim estas oito deidades femininas junto com Kalachakra e cônjuge fazem nove. Assim a Nove Deidade prática é muito simples, muito fácil praticar.
É muito sumária, muito simples e fácil de praticar. Há a maior que é a prática do mandala da mente, com 46 deidades. E assim isso foi traduzido em espanhol, provavelmente existe em inglês também, mas isso é difícil de praticar e fazer. Assim para a prática da mente, fala e mandalas de corpo, se isso foi traduzido em inglês ou não, Rinpoche não sabe, mas isso vai ser uma prática muito difícil de fazer. A Nove prática de Deidade é mesmo simples, pode ser feito muito facilmente.
A autorização pelo Dalai Lama, a autorização sempre é para a prática completa para as 634 deidades, mas Nove prática de Deidade foi traduzido em inglês quando o Dalai Lama deu a autorização na Suíça. Isso seria primeiro fácil de fazer.
Perguntas da audiência:
Q: Guerra não é um exemplo bom para usar para prática budista.
R: Era usado como um exemplo porque a pessoa tem que superar corrupções internas com meios fortes, meios suaves não serão capazes de superar as corrupções internas da pessoa. Como por exemplo, se alguém é raivoso e você diz a ele “ você não deveria estar bravo, melhor tranquilizar-se, “ isso dará até mais raiva. Se a pessoa está a um nível mais alto de prática e a pessoa pode os superar através de meios suaves, e então usa meios suaves. Mas um novato não pode fazer, ele têm usar um método forte.
E para um pouco de doença, alguns podem ser tratados por meios suaves, tomando medicamentos para doenças secundárias, mas para doenças mais sérias você tem que se operar. Sempre não é preciso um corte de cirurgião no seu corpo, mas às vezes não há nenhuma outra escolha, e isso é o único modo para curar a pessoa. Por isso nós usamos o exemplo de guerra.
Q: Todas estas deidades diferentes são muito complicadas e isto não dá um senso de unidade.
R: Isso é certo se todo o mundo tivesse a mesma mente, mas

as naturezas de pessoas são muito diferentes. Alguns têm raiva, alguns não têm raiva, alguns têm muito apego, métodos tão diferentes são necessários para pessoas diferentes. Como você tem medicamentos diferentes, se você tem algo no olho, você tem medicamentos para o olho; se você tem um estômago ruim, você toma medicamentos para o estômago. Não há um único medicamento para todas as doenças, você tem medicamentos diferentes para doenças diferentes.
Assim do mesmo modo você tem métodos diferentes para pessoas diferentes. Por exemplo você tem os dentistas se houver algo errado com seu dente, você tem os psiquiatras para curar as doenças da mente. Você tem tipos diferentes de doutores, tipos diferentes de tratamento, não há um tipo de doutor para tudo, então eles também têm tipos diferentes de treinamento médico, assim você tem diferentes tipos de coisas, não uma só. Da mesma maneira em educação, você tem professores de universidade, de ensino médio, professores diferentes, para classes diferentes. Assim você não tem um único professor para todo mundo e para tudo.
PARTE 2
O OM AH HUM HO, o corpo de vajra, fala, mente e sabedoria. Assim para praticantes que são por purificar o seu corpo, de forma que isto se torna um corpo vajra, purificar a fala isto se torna fala vajra, purificar a mente se torna a mente vajra.
E há uma forma muito sutil de consciência que você tem dentro dos cinco agregados, agregado de consciência, há um óbvio e um sutil, purificando o sutil assim, isso cria a sabedoria de vajra. Assim estas são as sílabas semente destes quatro.
Assim nós repetimos o mantra três vezes depois de Rinpoche:
(3X) OM AH HUM HAM KSHA MA LA VA RA YA HUM PHAT
Em cima disso você vê uma lua crescente branca e
então um disco vermelho que é o sol e em cima disso há uma
chama. Assim esses contam como três coisas. Debaixo disso há
sete sílabas. O HAM KSHA MA LA VA RA YA. Mas esses três
aspectos mais os sete fazem os dez aspectos poderosos juntos. No lado você vê as cores, cada letra tem uma cor particular,
começando com HAM que é preto ou escuro azul, e então é KSHA que é verde, e então há um quadrado multicor o qual é MA, e então há o LA amarelo, e o VA é branco, RA é vermelho e YA é azul ou preto.
Incluído dentro disto há símbolos do que tem que ser purificado, o mundo externo que tem que ser purificado, os seres internos que têm que ser purificado, e também o método de purificação como o palácio e a prática da fase da perfeição e a fase de desenvolvimento. A fase de desenvolvimento é simbolizada pelo círculo em cima por exemplo, assim os elementos que têm que ser purificados também são simbolizados entre estas sete letras e estes três símbolos.
Agora a explicação de como o Kalachakra Tantra era primeiro ensinado, como foi ensinado e como foi transmitido em Shambala e então como foi transmitido de Shambala para a Índia. E então como isto veio da Índia para o Tibet.
O Buddha nasceu na Índia. Até que ele tinha 28 anos ele era príncipe, então ele saiu de casa, e então durante 6 anos ele teve sofrimentos e com a idade de 34 ele alcançou Buddhahood em Bodhgaya. Quando ele alcançou Buddhahood ele foi para Varanasi para girar a roda do Dharma, e depois disso ele foi para o sul, para o Dhanyakataka, ensinar o tantra de Kalachakra. Ao mesmo tempo, quando ele tinha 36 anos ensinou no Cume dos Abutres o Sutra da Perfeição de Sabedoria, e ao mesmo tempo no sul em Dhanyakataka ele se manifestou como Kalachakra e ensinou o Kalachakra Tantra em particular para o rei de Shambala que estava acompanhado por 96 reis secundários que vieram com ele de Shambala.
Ao mesmo tempo que Shakyamuni Buddha estava ensinando o Prajnaparamita na montanha do Cume do Abutres, ele emanou no sul a stupa de Dhanyakataka sobre onde ele manifestou 11 mandalas sobre a stupa, e debaixo as mandalas do corpo, fala e mente de Kalachakra. Assim 11 mandalas foram feitas de mandalas de Chakrasamvara e Guyasamaja e assim por diante. Então ele ensinou o Kalachakra Tantra ao Rei de Shambala, principalmente para ele e para os 96 reis secundários dele de Shambala. Isto é agora omonastério de Drepung. O rei Suchandra era uma emanação de Vajrapani, e um 10º nível Bodhisattva, e os menores reis eram emanações de Avalokiteshvara ou Manjushri. Assim estas emanações receberam o tantra de Kalachakra uma vez. E Rei Suchandra levou o texto, o tantra de raiz de Kalachakra, com ele para Shambala. Assim este ensino não existia na Índia, foi levado a Shambala, onde ele compôs um comentário. E então isto foi passado para os seus filhos. Havia 6 reis de Shambala, cada um que reina 100 anos e cada um que passa os ensinos e instruções de Kalachakra. Assim depois que Suchandra havia 600 anos do transmissão de Kalachakra por estes reis de Shambala.
Rei Suchandra voltou para Shambala e lá ele ensinou o tantra raiz, e lá ele construiu o Palácio de Kalachakra, assim ele fez isto e levou três anos para fazer e mais tarde faleceu. E depois houve uma sucessão de 6 reis de Dharma, então 600 anos se passaram.
E então você tem o primeiro dos reis de Kalkin ou reis de Rigden. O primeiro foi chamado Manjushrikirti (Manjuyashas) e para seu reino de 100 anos ele ensinou o Kalachakra Tantra a muitas pessoas. E eles disseram que porque o tantra raiz ensinado pelo Buddha era assim vasto e tão difícil, pôde você abreviar isto. Manjushrikirti, o primeiro Kalkin, compos o texto que foi chamado o tantra de Laghu ou Resumido Tantra de Kalachakra do tantra de raiz muito grande, que foi ensinado pelo Buddha.
A sucessão de 25 reis da dinastia de Kalkin. Manjushrikirti era o primeiro destes 25 reis de Kalkin e então o filho dele, Pundarika, compos um comentário vasto ao tantra condensado. E só é este condensado tantra que foi difundido na Índia e então para o Tibet. Assim o tantra condensado está agora no kangyur, no cânon, de Tibet, mas não o tantra raiz original que não foi introduzido na Índia e Tibet. O comentário de Pundarika por isso é chamado Vimalaprabha (Luz Imaculada), e isso existe no Tibet dentro do kangyur, na coleção de comentários. Manjushrikirti, o primeiro dos reis de Kalkin era uma emanação de Manjushri, e o filho dele Pundarika que escreveu o comentário era uma emanação de Avalokiteshvara.
No tantra raiz do Buddha há uma profecia aproximadamente sobre a atual composição do tantra condensado e o comentário. O Buddha diz a Manjushri e aos bdhisattvas que depois das 600 anos, você, Manjushri, resumirá o tantra e criará um versão condensada. E então depois que aquele Avalokiteshvara escreverá um comentário para isto. Assim a criação do (condensado) tantra raiz e o comentrario por Manjushrikirti e Pundarika foi profetisado pelo Buddha no tantra raiz. De forma que da primeira dinastia, a antiga tradução no oeste onde Kulika estava e agora é Kalkin, a versão correta.
Manjushri e Avalokiteshvara criaram o resumido tantra e o comentário. No Tibet o Panchen Lama é uma emanação de Manjushri, e o Dalai Lama é uma emanação de Avalokiteshvara. Assim desse modo, Eles dão a iniciação de Kalachakra muitas vezes porque deste modo Eles têm aquela conexão forte com Shambala, com Manjushrikirti e Pundarika, uma conexão com Shambala e Kalachakra e o Kalkins. Eles dão muitas vezes esta autorização.
Perguntas da audiência:
Q: Mas o Panchen Lama não é Amitabha?
R: Elas são da mesma família loto. O Panchem Lama também é um renascimento de Guru Rinpoche e de Atisha. E o Dalai Lama é como um renascimento do discípulo principal de Atisha, Dromton, assim eles têm esta relação de Guru-aluno. Atisha é considerado como uma emanação de Amitabha.
O Kalachakra foi ensinado em Shambala e preservado em Shambala e não foi introduzido na Índia até muitos tempos depois. Diz-se que o ensino do Buddha esteve neste mundo durante aproximadamente 2800 anos mas o Kalachakra só foi disponível durante 903 anos.
O modo no qual o Kalachakra foi trazido de Shambala:
Na Índia havia um pandita Chilupa, nascido em Orissa, sul da Índia. E lá ele leu que havia o ensinamento Kalachakra, que não estava disponível dentro da Índia e Tibet mas só em Shambala. Assim ele pensou que ele tinha que ir para Shambala para adquirir este ensino.
E assim ele partiu e ele entrou em um navio para ir para Shambala. Uma emanação do rei de Kalkin daquele tempo, também uma emanação de Manjushri apareceu a ele lhe perguntando onde ele queria ir. E ele disse que ele queria ir para Shambala, e o Kalkin disse que isto não é possível, para ele ir para Shambala, e que ele nunca chegaria lá. Mas perguntou por que ele queria ir lá. Assim Chilupa respondeu que ele queria ir adquirir os ensinamentos de Kalachakra lá. O Kalkin disse que se ele queria ter os ensinamenmtos de Kalachakra, ele os podia dar. Assim esta emanação deu para Chilupa o tantra inteiro e a autorização e as instruções.
E então Chilupa foi para o monastério de Nalanda do qual hoje só se vê ruínas, e teve um aluno chamado Nalandapada, o bodhisattva Nalandapada que recebeu todas as autorizações e instruções.
E então ele escreveu sobre um modo de entrada do Vimalaprabha, o comentário para o Kalachakra que disse que, para entender o Kalachakra primeiro você tem que entender o Manjushri-Namasamghiti, é um texto de elogio dos nomes de Manjushri, e então você pode entender Kalachakra. Se você não faz isso, então você não entende Kalachakra.
E havia 500 panditas e estudantes que debatem com Nalandapada sobre isto, e ele os derrotou nos debates no assunto Kalachakra. Aquela expansão da fama de Kalachakra pela Índia.
O que ele escreveu sobre a entrada foi os dez aspectos poderosos e o mantra de Kalachakra, e em baixo escreveu que para o entender tem-se que entender o Manjushri-Namasamghiti, o tantra que é o elogio dos nomes de Manjushri que está no cânon. Se você não entende Manjushri-Namasamghiti você não entenderá o Kalachakra Tantra.
[Trad. R. Samuel].